Disputa pela herança de médico tem reviravolta e pode beneficiar Suzane von Richthofen
A disputa judicial envolvendo a herança deixada pelo médico aposentado Miguel Abdalla Netto, morto em janeiro deste ano, teve uma reviravolta que pode favorecer Suzane von Richthofen. Avaliado em cerca de R$ 5 milhões, o patrimônio inclui imóveis, aplicações financeiras e um sítio. O ponto central do caso é que Miguel não deixou testamento definindo o destino dos bens.
A disputa judicial envolvendo a herança deixada pelo médico aposentado Miguel Abdalla Netto, morto em janeiro deste ano, teve uma reviravolta que pode favorecer Suzane von Richthofen. Avaliado em cerca de R$ 5 milhões, o patrimônio inclui imóveis, aplicações financeiras e um sítio. O ponto central do caso é que Miguel não deixou testamento definindo o destino dos bens.Suzane e o irmão, Andreas von Richthofen, entraram na Justiça para serem reconhecidos como herdeiros legais do tio. Eles enfrentam a contestação de Silvia Magnani, que afirma ter vivido em união estável com o médico e, por isso, reivindica direito à herança.Miguel Abdalla Netto foi encontrado morto em 9 de janeiro, em sua residência no bairro Campo Belo, na zona sul de São Paulo. O corpo estava em avançado estado de decomposição. A principal hipótese investigada é de morte por causas naturais, possivelmente um infarto, mas a confirmação depende da conclusão do laudo pericial.O médico era irmão de Marísia von Richthofen, mãe de Suzane e Andreas, assassinada em 2002 junto com o marido, Manfred von Richthofen, em um crime pelo qual Suzane foi condenada.A disputa começou logo após a morte de Miguel, quando Suzane tentou realizar os procedimentos para liberação do corpo, mas não conseguiu porque Silvia Magnani já havia se apresentado à polícia como responsável pelas decisões sobre o sepultamento, alegando ser companheira do médico.A alegação de união estável, no entanto, é alvo de questionamento judicial. Em 2024, Miguel moveu uma ação de reintegração de posse contra Silvia, que ocupava um imóvel de sua propriedade. O médico venceu o processo em outubro do ano passado, e a decisão determinou que ela deveria pagar valores retroativos pelo uso do imóvel. Durante a ação, Miguel negou formalmente a existência de qualquer união estável entre os dois.Esse ponto é decisivo para o desfecho do caso. Caso a Justiça reconheça a união estável, Silvia poderá ter direito a parte ou até à totalidade da herança. Se o pedido for negado, os bens devem ser destinados aos sobrinhos, únicos herdeiros legais, já que Miguel não deixou filhos, não tinha pais vivos e não possuía outros irmãos.O processo segue em andamento, e ainda não há decisão definitiva sobre a partilha do patrimônio.
