Dólar começa 2026 com forte queda; entenda motivo
Para 2026, a perspectiva dos analistas é de um cenário favorável para o real do ponto de vista externo
No primeiro pregão do ano, o dólar registrou uma queda significativa em relação ao real. Na sexta-feira (2), o dólar americano fechou com uma desvalorização de 1,24%, cotado a R$ 5,4198. Nesse cenário, o real se destacou como uma das divisas com melhor desempenho no cenário global, em meio a uma agenda econômica esvaziada e liquidez reduzida após o feriado de Ano Novo.Com o menor volume de negócios, o desempenho da moeda acaba ficando mais volátil. No último pregão de 2025, na última terça-feira (30), a moeda norte-americana fechou em queda de 1,6%, aos R$ 5,488, acumulando perda de 11,19% no ano, sob o impacto, principalmente, do nível elevado dos juros no Brasil, que favoreceu a entrada de capital no país.Nesta sexta, o Banco Central informou que o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$ 8,410 bilhões em dezembro até o dia 26. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de US$ 15,047 bilhões no período. Pelo canal comercial, o saldo do mês até o dia 26 foi positivo em US $6,637 bilhões.Para 2026, a perspectiva dos analistas é de um cenário favorável para o real do ponto de vista externo, com a expectativa de corte nos juros dos Estados Unidos, mas com a disputa eleitoral impondo limites.Já o Ibovespa abriu em alta, mas virou para queda e recuou 0,36%, a 160.539 pontos. O índice foi impactado pela queda da Petrobras, na esteira do declínio do petróleo no exterior, assim como de Minerva e MBRF, após a China impor restrições a importações de carne bovina.O principal índice da Bolsa brasileira fechou 2025 com alta acumulada de 33,7%, a maior desde 2016, quando avançou 39%, num ano marcado pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.Estrategistas do BTG Pactual afirmaram esperar que as ações brasileiras tenham um bom desempenho no começo de 2026, apoiadas pela flexibilização dos ciclos monetários tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.
