Eliminado do BBB26, Matheus analisa sua trajetória destacando aprendizados e percepções no reality

Entrevista com o eliminado: Matheus

Mais uma semana, mais uma eliminação no ‘BBB 26‘. Desta vez, Matheus deixou a casa com 79,48% dos votos nesta terça-feira, dia 27, em um paredão contra os integrantes do grupo Pipoca, Brigido e Leandro. O gaúcho foi para a berlinda indicado pelo líder da semana, Babu Santana. Após diversos embates com a veterana Ana Paula Renault, ele avalia que se precipitou ao confrontar a sister logo no início do jogo. “Hoje percebo que meu maior adversário fui eu mesmo. Muitas vezes condenava o que ela fazia, mas eu também fazia, até pior. O que me motivou a confrontá-la foi a manipulação de jogo. Ela era uma jogadora muito boa, e eu tinha duas opções: me aliar a ela e ser uma sombra, como ela repetia, ou me colocar como contraponto. Mesmo querendo jogar contra a Ana Paula, deveria ter esperado mais. Me precipitei”, reflete Matheus.+ BBB26: Matheus confessa ter sujado parede do banheiro com cocôNa entrevista a seguir, Matheus analisa sua trajetória na 26ª edição do ‘Big Brother Brasil’, destacando aprendizados e percepções. Ele também conta mais detalhes dos conflitos que viveu com outros brothers na casa e revela para quem vai sua torcida no reality.Que balanço faz da sua trajetória no ‘BBB 26’?  Eu fico feliz por onde cheguei, porque enfrentei o mais difícil, que foi passar pelo Quarto Branco. Essa foi a maior dificuldade que eu poderia ter. Mas fico muito triste porque meu maior adversário fui eu mesmo. Acabei me perdendo, achando que estava criando armadilhas para os outros, quando na verdade estava criando para mim. Foi um looping do qual não consegui sair. Então, o balanço que faço é que perdi para mim mesmo. Quando perdeu a disputa da casa de vidro da região Sul, imaginou que teria uma nova chance a partir do desafio do Quarto Branco? Como foi receber essa notícia?  Pelo que o público falava na Casa de Vidro, a gente imaginava que teria outra dinâmica, algo parecido com um laboratório. Então, quando entrei no Quarto Branco, me assustei. Não imaginava o grau de dificuldade daquela dinâmica, nem o quão bons eram os competidores que estavam comigo. Achei que aguentaria dois ou três dias, e não 120 horas, como o Tadeu falou. Quando terminou o desafio, qual foi a sensação de pisar no gramado oficialmente como um participante?  Foi um mix de emoções. Eu estava esgotado mentalmente e fisicamente, e ao mesmo tempo preocupado com a Rafaella, que tinha desmaiado. Fiquei muito chocado, porque a adrenalina da prova era intensa e ver alguém desmaiar na nossa frente… Quando pisei na casa, foi um turbilhão de sentimentos. Não sabia o que fazer. Já vieram me perguntando sobre o Pedro e fiquei na dúvida se me metia ou não. Acabei me envolvendo logo de início. Tudo foi muito intenso. + Primeira participante da Casa de Vidro do ‘BBB’ teve fim precoce: ‘Aos 43 anos’Pensou em manter uma aliança com os integrantes do Quarto Branco? Por quê?  Pensei no início. Quando estávamos no Quarto Branco, achei que conseguiríamos formar uma grande parceria. Mas ali não estávamos dentro da casa, então as emoções ainda não tinham vindo à tona. Eu acreditava que conhecia todos, mas não era bem assim. Inclusive, eles tinham uma imagem diferente de mim, e eu também não me reconheço hoje dentro da casa. Os participantes do Quarto Branco acabaram se desviando, cada um seguiu seus ideais. Entre nós havia pessoas que não se identificavam umas com as outras. Acredito que, se eu tivesse mantido uma boa relação com o pessoal do Quarto Branco, teria ido mais longe. Da entrada na Casa de Vidro ao dia da sua eliminação, foram quase 20 dias. O que faltou para ir mais longe na competição, na sua opinião?  Faltaram sabedoria e autoconhecimento. Achei que dominava isso, mas não foi bem assim. É contraditório dizer que assisto aos recortes do programa e não me reconheço, mas realmente não me reconheço. Fui atrás de certezas, de estar certo, e me perdi totalmente no meu jogo e nos debates com meus adversários. Achei que estava por cima, mas não estava. Você já entrou na casa disposto a confrontar os adversários. Qual era sua estratégia de jogo?  Eu não tinha uma estratégia definida para o BBB, vindo do Quarto Branco. Minha ideia inicial era formar alianças. Mas logo percebi que não daria certo, porque eu e o Leandro tínhamos combinado de não contar certas coisas, enquanto as meninas estavam contando. Então decidi contar também, para não parecer falso. O que eu tinha em mente descartei rapidamente. Fiquei refletindo sobre a questão do Pedro, que estava muito presente na casa. Não tive tempo de descansar a mente. Faltou coragem e também mais “pisar fofo”, como o Babu me aconselhou. Fiquei com medo do “pipocômetro” e de parecer planta. Nos dois primeiros dias tentei descansar, mas percebi que não estava me reconhecendo no jogo. Entrei na adrenalina de querer ser protagonista e jogar de verdade, e acabei me perdendo totalmente. O que motivou seus embates com a Ana Paula Renault? Além dela, quais eram os seus maiores rivais no jogo?   Como disso, hoje percebo que meu maior adversário fui eu mesmo. Muitas vezes condenava o que ela fazia, mas eu também fazia, até pior. O que me motivou a confrontá-la foi a manipulação de jogo. Ela era uma jogadora muito boa, e eu tinha duas opções: me aliar a ela e ser uma sombra, como ela repetia, ou me colocar como contraponto. Os conselhos do Babu, que na hora não fizeram sentido, hoje vejo que eram valiosos. Acredito que era Deus falando comigo e eu não escutei. Achei que estava ouvindo, mas não estava. Mesmo querendo jogar contra a Ana Paula, deveria ter esperado mais. + BBB26: Ana Maria Braga debocha de Matheus ao vivo e diz que tentou pegar atestadoE em relação a aliados? Se tivesse a chance, seguiria ao lado deles no jogo ou recalcularia a rota?  Eu tinha o Babu como referência, mas referência não significa aliado. Entrei com a mente aberta e acabei ficando com a mente fechada. Pessoas que eu jamais imaginei que me conectaria, como Alberto Cowboy, Jonas, Brigido e Paulo Augusto acabaram se mostrando conscientes do meu jogo. Adaptei algumas medidas deles. Foi uma hipocrisia da minha parte, porque falava muito sobre manipulação, mas acabei sendo manipulado por mim mesmo. Achei que estava sendo contraponto da Ana Paula, mas estava sendo manipulado de outra forma. Lembro dela dizendo: “quem está sendo manipulado é você”. E realmente, entrei numa nóia de que ela era minha adversária principal. Faria algo diferente no BBB?  Faria tudo diferente, desde a Casa de Vidro. Conversei muito com minha namorada sobre o que aconteceu e faria tudo novo desde o início. Entrei de “sangue doce”, me preparei fisicamente para as provas, e mesmo passando pelo Quarto Branco, lutei na prova do líder. Mentalmente também estava forte para não desistir. Mas os pensamentos que tive lá dentro não me representam. É algo novo e está sendo fácil me julgar, porque eu mesmo não consumiria o produto que entreguei. Não concordo com minhas atitudes lá dentro. Lutei para não ser um personagem e acabei sendo. Foquei mais em me defender do que nas pautas que acredito. Isso ficou em segundo plano. Meu primeiro plano foi me defender, e acabei com uma ganância de estar certo. + Morte de Cowboy, do BBB, causa comoção no BrasilPara quem fica sua torcida a partir de agora?  Aqui de fora, desde o papo com o Gil e a Ceci, já percebia que algo não tinha feito bem. Como quando falei a palavra “patroa”, já sabia que seria um problema. O Edilson me abraçou muito, mas hoje minha torcida é pela Milena. Não como forma de retratação, mas porque lá dentro eu quis atingir a Ana Paula e acabei atingindo a Milena. Minha torcida vai totalmente para ela, porque convivo com pessoas como a Milena. Não sei como tive esse embate, era para ser a pessoa mais fácil de lidar e acabou sendo a mais difícil.Enquete BBB26: Qual o participante favorito para vencer o reality? Vote

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