‘Era o último respiro’: Mariana Goldfarb descreve violência em antigo relacionamento

Mariana Goldfarb relata violência psicológica em relacionamento abusivo e reforça sinais que não devem ser normalizados; saiba o que aconteceu

A modelo e nutricionista Mariana Goldfarb surpreendeu ao revelar, de forma inédita e contundente, como identificou sinais de um relacionamento abusivo vivido no passado. A fala integra uma campanha do Ministério Público do Rio de Janeiro sobre violência contra mulheres, divulgada nesta quinta-feira (4), e fortalece o debate sobre marcas invisíveis da agressão.Ao detalhar sintomas físicos provocados pelo abuso, Mariana mostrou como a agressão emocional também adoece o corpo. A modelo declarou:“Percebi que estava num relacionamento abusivo desde muito cedo, mas eu não sabia nomear. A violência psicológica não deixa marca visível, mas olhando para trás, eu consigo, sim, ver ela se transformando no meu corpo em formas de queda de cabelo, olho tremendo, falta de apetite, doença como anorexia”.Ela ainda destacou que o controle emocional não era acompanhado de agressões físicas, mas apresentava manipulações severas. “Era sempre pisar em ovos e era sempre uma coisa muito extenuante fazer de tudo para que o dia terminasse bem, e não vai terminar bem… Comecei a beber muito, a gente vai procurando subterfúgios para anestesiar a dor”.Um dos pontos centrais do relato foi o afastamento progressivo de seu círculo social. A modelo descreveu como o isolamento se tornou uma ferramenta de controle:“Nenhuma amizade presta. Todas são ruins, todas são invejosas, todas estão querendo ser você, é isso que você escuta. A tua família também não presta. A partir do momento que você tem entorno, fica mais difícil de te manipular. Se for cortando essas pessoas que são tão importantes, você fica muito mais vulnerável”.Mariana também rebateu o julgamento comum feito às vítimas: o questionamento sobre por que não deixam a relação. Ela enfatizou a perda da identidade:“Eu escutei muito: mas por que você não sai? Mas por que você não larga? Não é simples você sair, existe ali uma dependência. O problema dessa relação é que ela vai na tua identidade. A partir do momento que você não sabe mais quem você é, é como se a gente fosse zumbi”.A decisão de romper ocorreu, segundo ela, no limite da sobrevivência emocional: “Consegui sair num momento que eu tinha só mais cinco por cento de oxigênio. Ou eu usava aquele cinco por cento naquele momento, ou ali eu ia morrer. Era o último respiro”.Encerrando o desabafo, Mariana deixou um alerta urgente sobre os sinais que jamais devem ser naturalizados em um relacionamento:“Essa saída existe, ela é possível. Relação saudável existe. Se você está num lugar que te apequena, sai, porque não tem nada mais importante que a sua vida”.E reforçou: “Jogar alguma coisa em você, jogar uma garrafa d’água na tua direção, bater a porta, gritar, fazer tratamento de silêncio, te diminuir, ter ciúme excessivo, te controlar, te podar, te castrar, não é normal”.CONFIRA PUBLICAÇÃO RECENTE DA CARAS BRASIL NAS REDES SOCIAIS:  Uma publicação compartilhada por CARAS (@carasbrasil)

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