Ex-modelo brasileira revela tudo que viu durante voo no avião de Jeffrey Epstein aos 17 anos; VEJA VÍDEO

Ex-modelo afirma ter presenciado presença de jovens e situações suspeitas durante viagem

A ex-modelo Amanda Ungaro relatou, na quarta-feira (25/03), experiências vividas em um voo no avião de Jeffrey Epstein entre Paris e Nova York, quando tinha 17 anos. Em entrevista, descreveu a presença de diversas jovens e comportamentos que lhe causaram desconforto durante a viagem. As informações são do O Globo.A viagem ocorreu em 2002, antes de denúncias públicas contra o financista. Segundo ela, o embarque aconteceu a convite do agente Jean-Luc Brunel, que apresentou o voo como uma oportunidade comum de deslocamento para trabalho nos Estados Unidos.Ela afirmou: “Tinha mais ou menos umas 30 meninas no avião. Achei aquilo muito estranho.” Amanda disse ainda que as passageiras “eram mais parecidas com estudantes do que com modelos. Bonitas e bem novinhas, mas não tinham perfil de modelo.”O desconforto começou logo ao entrar na aeronave e aumentou ao observar a proximidade entre algumas jovens e Epstein. “Eu fiquei meio assustada quando vi todas aquelas meninas. Eu fiquei ‘gente, onde que eu tô?’”, relatou.Durante o voo, Brunel tentou tranquilizá-la ao apresentar o financista: “Deixa eu te apresentar o Jeffrey Epstein”. Ela também descreveu comportamentos dentro da aeronave: “Algumas sentavam no colo dele, ficavam perto, brincando.”Segundo o relato, a relação entre os presentes parecia já estabelecida. “Dava a impressão de que ele já conhecia aquelas meninas. Não parecia um encontro casual. Aquelas pessoas não tinham acabado de se conhecer, como era o meu caso.”A brasileira contou que viveu outro momento de tensão ainda durante o voo. Segundo Amanda, Brunel afirmou que Epstein “era apenas um amigo” e que as jovens “eram modelos”.“Eu tinha só 17 anos e era tímida. Se fosse hoje, questionaria tudo. Mas, naquela época, não questionei muito. Até porque nem sabia quem era Jeffrey Epstein”, disse. Ela também relatou uma tentativa de Brunel de fazer com que guardasse um objeto em sua bolsa: “Coloca dentro da sua bolsa”.“Ali, na hora, eu já percebi mais ou menos que era droga. E falei: ‘De jeito nenhum, na minha bolsa não’”, afirmou.Por fim, destacou o desconforto vivido durante a viagem: “O que eu mais queria era sair daquele avião. Não estava me sentindo à vontade. Sabia que tinha alguma coisa errada, mas não sabia exatamente o quê. Isso nem passava pela minha cabeça naquela época.”Veja o vídeo:Um post compartilhado por Jornal O Globo (@jornaloglobo)

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