Famosa jornalista da Globo faz profundo desabafo após ‘presenciar’ série de desastres: ‘Sofrimento’

Rosana Jatobá globo (Foto: AgNews)
Rosana Jatobá (Foto: AgNews)

Por meio das redes sociais, a jornalista da Globo, Rosana Jatobá, falou sobre as dificuldades de reportar tanta notícia trágica diariamente

A apresentadora Rosana Jatobá, que compõe o time de jornalistas dos veículos de comunicação do grupo Globo, fez uso de seu perfil nas redes sociais nessa segunda-feira, 02, para fazer um desabafo sobre as dificuldades de se trabalhar com jornalismo factual no Brasil e ter de lidar com tantas tragédias que têm assolado a população brasileira.

Por meio de seu perfil no Instagram, Rosana Jatobá, que foi recontratada pela Globo este ano, e atualmente trabalha na rádio CBN, divulgou um clique no qual surge em posição de meditação e diz que, por mais tente criar uma “película protetora” para não se deixar atingir pelas notícias que reporta diariamente, é difícil não se deixar afetar pela quantidade de notícias ruins que chegam às redações. Como exemplo, a apresentadora cita o ataque cruel de policiais militares na favela de Paraisópolis, em São Paulo, que deixou 9 jovens mortos.

“O hard news é uma paixão. Mas traz consigo uma carga pesada, uma dose diária de sofrimento ao expor o jornalista a tantos fatos cruéis. Uma rotina que me move há 22 anos. Só hoje foi o massacre de 9 jovens e adolescentes em Paraisópolis; o assassinato a pedradas de um idoso em Goiás; o tiro de espingarda que matou uma mulher, vítima do namorado ciumento em São Paulo. Por mais que eu tente criar um película protetora, um escudo, não dá para ignorar a dor de viver num mundo tão violento, tão insensível. A razão estaria na desigualdade social? Na falta de formação moral e religiosa? Na desestrutura das famílias? Não sei… e o que as pessoas de bem, aquelas que valorizam a vida, podem fazer? Eu noticio, cobro medidas das autoridades nas entrevistas, lamento… mas nada muda. Só piora”, iniciou a profissional da Globo.

Em outro ponto, Rosana Jatobá fala que, conforme o pensamento de Dalai Lama, a meditação pode servir para ajudar a mudar esse cenário de violência e tragédia no futuro. Nesse sentido, a contratada do grupo Globo fala sobre os benefícios da prática para as crianças aprenderem a meditar como forma de ter um mundo livre da violência.

“Talvez a solução esteja com as crianças. Dalai Lama afirma que se todas as crianças do mundo aprenderem a meditar aos 8 anos de idade e conseguirem levar a prática adiante, teremos um mundo livre da violência…
Será utopia? Enquanto isso, só nos cabe disseminar a cultura da paz. Em cada gesto, cada palavra.. em casa, no trabalho.. porque a semente da brutalidade é resistente e cresce se a gente dá espaço. Então, não diga palavras brutas, nem arrogantes; não incentive a intriga, não seja a faísca de uma briga. Recue. Sorria. Apazigue. A truculência só leva à destruição. E que o mantra da paz seja nossa oração diária. Que o manto azul do amor e da proteção divina nos cubra de serenidade. Amém”, concluiu Rosana Jatobá, da CBN, emissora de rádio do grupo Globo.

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O hard news é uma paixão. Mas traz consigo uma carga pesada, uma dose diária de sofrimento ao expor o jornalista a tantos fatos cruéis. Uma rotina que me move há 22 anos. Só hoje foi o massacre de 9 jovens e adolescentes em Paraisópolis; o assassinato a pedradas de um idoso em Goiás; o tiro de espingarda que matou uma mulher, vítima do namorado ciumento em São Paulo. Por mais que eu tente criar um película protetora, um escudo, não dá para ignorar a dor de viver num mundo tão violento, tão insensível. A razão estaria na desigualdade social? Na falta de formação moral e religiosa? Na desestrutura das famílias? Não sei… E o que as pessoas de bem, aquelas que valorizam a vida, podem fazer? Eu noticio, cobro medidas das autoridades nas entrevistas, lamento… mas nada muda. Só piora. Talvez a solução esteja com as crianças. Dalai Lama afirma que se todas as crianças do mundo aprenderem a meditar aos 8 anos de idade e conseguirem levar a prática adiante, teremos um mundo livre da violência… Será utopia? Enquanto isso, só nos cabe disseminar a cultura da paz. Em cada gesto, cada palavra.. em casa, no trabalho.. porque a semente da brutalidade é resistente e cresce se a gente dá espaço. Então, não diga palavras brutas, nem arrogantes; não incentive a intriga, não seja a faísca de uma briga. Recue. Sorria. Apazigue. A truculência só leva à destruição. E que o mantra da paz seja nossa oração diária. Que o manto azul do amor e da proteção divina nos cubra de serenidade. Amém. 🙏

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