Fernanda Torres participa de manifestação no Rio e usa o filme ‘Ainda Estou Aqui’ em discurso

Fernanda Torres participou de ato contra o PL da Dosimetria no Rio de Janeiro neste domingo, 14

O ato contra o Projeto de Lei da Dosimetria neste domingo, 14, no Rio de Janeiro, convocado pelo cantor Caetano Veloso, teve como destaque a presença da atriz Fernanda Torres. Reunida na orla de Copacabana, a atriz discursou e criticou abertamente a proposta de flexibilização das penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito.A mobilização carioca, que atraiu milhares de pessoas ao longo da tarde, contou com um carro de som montado próximo ao Posto 5. Em sua fala, Fernanda Torres abordou temas como a defesa ambiental, os direitos das mulheres e a democracia, cobrando responsabilidade do Congresso por “não legislar em causa própria”. A atriz também utilizou frases de seu premiado filme, ‘Ainda Estou Aqui’, pelo qual ganhou o Globo de Ouro de 2025 de “Melhor Atriz”, transformando o título da obra em palavra de ordem.O evento no Rio foi conduzido por um trio elétrico e contou ainda com apresentações musicais e participações de peso, incluindo Gilberto Gil, Chico Buarque, Lenine, Emicida, Duda Beat, Fernanda Abreu e Xamã, além do próprio Caetano Veloso.O protesto do domingo integrou uma agenda nacional de mobilizações iniciada após a aprovação do projeto na Câmara dos Deputados. A proposta altera os critérios de progressão de pena e é duramente criticada por, supostamente, poder beneficiar condenados por participação na tentativa de golpe de Estado, incluindo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.O Projeto de Lei da Dosimetria, já aprovado pela Câmara, segue agora para análise no Senado Federal, onde será avaliado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).Os atos não aconteceram apenas no Rio de Janeiro, espalhando-se por grandes cidades como São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Florianópolis, Natal, João Pessoa, Manaus e Porto Alegre.Em diversas dessas manifestações, as pautas iam além do PL da Dosimetria. Os manifestantes também levantaram bandeiras contra a escala de trabalho 6×1, o marco temporal para demarcação de terras indígenas e o avanço da violência contra mulheres.Um post compartilhado por Mídia NINJA (@midianinja)

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