Filha de ex-Beatles de 83 anos revelou reação inesperada do pai ao saber de assassinato de John Lennon
Décadas após polêmica, relatos íntimos ajudam a reavaliar postura pública do ex-Beatle diante da tragédia
Décadas depois de um dos episódios mais marcantes da história da música, novos relatos lançam luz sobre a reação de Paul McCartney (83) ao assassinato de John Lennon, em 1980. Na época, o músico britânico foi alvo de críticas após dar uma declaração considerada “fria” ao comentar o caso publicamente, limitando-se a poucas palavras diante da tragédia.Agora, a estilista Stella McCartney (54) trouxe uma nova perspectiva ao relembrar o momento em que o pai recebeu a notícia. Em Paul McCartney: Homem em Fuga, ela descreve a cena com riqueza de detalhes. “Eu me lembro daquele momento. Lembro do telefone tocando. Lembro da maior reação que eu já tinha visto e dele saindo da cozinha e indo para fora. Foi devastador, realmente devastador”, disse.O relato reforça que, longe das câmeras, a reação de McCartney foi marcada por um abalo profundo. A diferença entre o comportamento público e o privado, segundo pessoas próximas, estaria ligada ao estado de choque, que o impediu de expressar, naquele momento, a dimensão da dor.A obra também traz o olhar de Sean Lennon (50), que saiu em defesa do ex-companheiro de banda do pai ao comentar a polêmica declaração dada logo após a morte. “Eu sempre reparo no olhar dele [Paul McCartney] e no tom de voz. Parecia realmente alguém que não conseguia processar o que estava acontecendo”, declarou.“Ele parecia quase robótico, o que acho que algumas pessoas podem ter interpretado como frieza, mas eu nunca vi dessa forma, porque já entendia, mesmo naquela época, como é quando algo tão terrível acontece”, disse ainda.A análise reforça a ideia de que a aparente frieza foi, na verdade, um reflexo do impacto emocional extremo. Anos mais tarde, o próprio Paul admitiu que ficou muito mais abalado do que deixou transparecer, explicando que nunca lidou bem com o luto em público.O episódio ganha ainda mais peso ao considerar que, apesar das divergências após o fim dos Beatles, McCartney e Lennon haviam se reaproximado antes da morte do cantor, o que tornou a perda ainda mais dolorosa.
