Governo Bolsonaro determina despejo de importante emissora de televisão e canal pode sair do ar

tv O ministro da educação do governo Jair Bolsonaro, Abrahn Weintraub, ignorou a Globo (Foto: Reprodução)
O ministro da educação do governo Jair Bolsonaro, Abrahn Weintraub (Foto: Reprodução)

O ministro da Educação da gestão Jair Bolsonaro, Abraham Weintraub, determinou o despejamento da TV Escola, que poderá fechar as portas

A gestão do atual presidente da República, Jair Bolsonaro, optou por não renovar o contrato de gestão com a Associação Roquette Pinto, órgão responsável pelo gerenciamento da TV Escola. As informações são do jornalista Paulo Saldanã do jornal Folha de S.Paulo.

Ainda conforme o noticioso, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, teria determinado o despejo imediato da TV Escola das dependências do Ministério da Educação (MEC). Nesse momento, o futuro da TV Escola é incerto e não se sabe se a emissora continuará no ar.

O ministro de Jair Bolsonaro, Abraham Weintraub, um dos mais polêmicos, ligados à ala do guru Olavo de Carvalho, e considerados por muitos como o pior ministro de todos os tempos da República brasileira, teria tentado indicar pessoas para a associação Roquette Pinto e influenciar nos rumos da TV Escola. Nesta semana, inclusive, a TV Escola, responsável por programas educacionais voltados à população mais pobre, como o Hora do Enem, começou a exibir uma série sobre a história do Brasil com visão revisionista, ideológica de direita e conservadora – a iniciativa contraria, por exemplo, fala do próprio Bolsonaro que afirmou manter um governo “sem ideologia”.

Polêmica com a Globo

Desde que foi eleito presidente, a relação de Jair Bolsonaro com a imprensa tem sido belicosa, com raras exceções, como a Record do bispo Edir Macedo, e do SBT do empresário Silvio Santos – ambos mantêm proximidade e demonstram simpatia pelo mandatário.

Já os veículos de comunicação mais críticos ao presidente precisa lidar com os ataques, não apenas do mandatário, mas de seus filhos e dos bolsonaristas nas redes sociais. A TV Globo e o jornal Folha de S.Paulo são os alvos principais. A Folha, inclusive, chegou a ser retirada de uma licitação de Bolsonaro mas, com medo de sofrer um processo de impeachment, o governo voltou atrás e reinseriu a publicação mais vendida do país entre os veículos de mídia assinado pelo Planalto.

Nos últimos meses, contudo, Bolsonaro tem mirado seus ataques mais diretamente à Globo, sobretudo após a TV ter revelado, em reportagem bombástico no Jornal Nacional, o depoimento de um porteiro do condomínio onde mora Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro, no âmbito das investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e seu motorista, Anderson Gomes. Posteriormente, em outro depoimento, o porteiro voltou atrás em suas declarações iniciais.

Mas não é apenas Bolsonaro quem tem declarado guerra contra a Globo. O prefeito do Rio de Janeiro, Marcello Crivela, sobrinho de Edir Macedo, e membro da Igreja Universal, também tem sido belicoso em sua relação com a TV de maior audiência do país. Nesta sexta-feira, 13, repórteres do grupo Globo relataram nas redes sociais que jornalistas da empresa foram vetados em uma coletiva do Prefeito.

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