Homem é julgado suspeito de prostituir sua mulher para 120 homens; VEJA
Acusação aponta que mulher foi forçada a manter relações com cerca de 120 homens
Um homem de 62 anos começou a ser julgado nesta sexta-feira (10/04), na Suécia, sob acusação de exploração sexual agravada e estupro após investigação indicar que a companheira foi forçada a manter relações com aproximadamente 120 homens. O caso ocorreu no norte do país e teve início após denúncia feita pela própria vítima às autoridades. As informações são do AFP e O Globo.A acusação sustenta que o réu atuou durante anos organizando encontros, divulgando anúncios na internet e controlando a atividade da mulher, que se encontrava em situação de vulnerabilidade. O suspeito nega as acusações.De acordo com a investigação, o homem pressionava a companheira “a praticar atos sexuais” e coordenava os contatos com clientes. A promotoria classificou a conduta como “exploração implacável”.O processo inclui acusações de exploração sexual agravada, oito estupros, quatro tentativas de estupro e quatro agressões. Entre os pontos analisados, estão situações em que a mulher teria sido forçada a participar de gravações e interações contra a própria vontade.A promotora Ida Annerstedt afirmou que a vítima, apesar de ter aceitado parte da atividade, estabeleceu restrições. “Ela havia estabelecido certos limites. Quando ele não os respeitou, quando a agrediu fisicamente depois que ela disse ‘não’, essas são situações que configuram acusações de tentativa de estupro ou estupro”.Segundo a investigação, dezenas de pessoas teriam pago por serviços sexuais. Parte desses indivíduos também foi alvo de acusações, mas o julgamento atual se concentra no companheiro da vítima.A defesa afirmou que o acusado reconhece participação parcial nas atividades, mas sustenta que não houve coerção. A advogada declarou que “Ele admite ter participado, em certa medida, da atividade da denunciante” e acrescentou que “não a facilitou”.O caso provocou repercussão no país e passou a ser comparado ao de Dominique Pelicot, condenado na França por crimes semelhantes envolvendo a própria esposa.
