Homem invade casa do tio de Suzane von Richthofen e leva sacola misteriosa; veja vídeo

Imagens de segurança, desaparecimento de veículo e questões patrimoniais ampliam o interesse público em torno da morte do médico

A morte do médico Miguel Abdalla Neto, registrada no início deste mês, continua repercutindo e ganhando novos contornos à medida que a investigação avança. O caso voltou ao centro das atenções após a divulgação de imagens de câmeras de segurança que ajudam a traçar os últimos acontecimentos antes do óbito.Conhecido por manter uma rotina discreta, Miguel teve o nome amplamente comentado também por ser tio de Suzane von Richthofen, o que naturalmente ampliou o interesse público sobre o episódio. A polícia, no entanto, reforça que o foco permanece na apuração técnica dos fatos.Registros de vídeo analisados recentemente mostram a ação de um homem que teria invadido a residência do médico ao pular o muro do imóvel. Vestindo bermuda e moletom com capuz, o suspeito entrou na casa e permaneceu no local por mais de meia hora, um tempo considerado relevante para os investigadores.Moradores da região relataram que o indivíduo deixou a residência carregando uma sacola, detalhe que passou a ser tratado como peça-chave na investigação. A hipótese de retirada de objetos ou documentos não é descartada pelas autoridades.Outro ponto que levantou questionamentos foi a ausência do carro utilizado habitualmente por Miguel Abdalla Neto. O veículo não estava na garagem no momento da invasão, abrindo duas possibilidades analisadas pela polícia: se o automóvel já havia sido levado anteriormente ou se está diretamente ligado à movimentação registrada pelas câmeras.Com cautela, a Polícia Civil evita conclusões antecipadas e trabalha com múltiplos cenários. Fontes ligadas à investigação afirmam que imagens de trânsito e câmeras próximas estão sendo analisadas para tentar identificar o trajeto do carro nos dias que antecederam o crime.Miguel Abdalla Neto morreu no dia 9, dentro da própria residência. Profissional respeitado em sua área, ele não tinha histórico de conflitos conhecidos, o que aumenta o enigma em torno do caso.Paralelamente à investigação criminal, surgiu também uma questão patrimonial que passou a chamar atenção. Até o momento, não há registro de testamento deixado pelo médico, o que pode impactar diretamente a destinação de seus bens.Sem um documento formal, a herança — estimada em cerca de R$ 5 milhões, incluindo imóveis e aplicações financeiras — pode ficar sob responsabilidade da sobrinha, Suzane von Richthofen. Especialistas apontam que processos desse tipo costumam ser longos, sobretudo se houver questionamentos legais ou disputas entre possíveis herdeiros.Enquanto isso, a apuração segue em andamento, com depoimentos, análises técnicas e cruzamento de informações. O caso permanece sob os holofotes não apenas pelos nomes envolvidos, mas pelas muitas perguntas que ainda aguardam respostas concretas.

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