Homem se passa por agente do FBI para tentar libertar Luigi Mangione e ameaça guardas com garfo

Um homem foi detido na tarde de quarta-feira (28) após se passar por agente do Federal Bureau of Investigation (FBI) e tentar libertar Luigi Mangione, preso em uma penitenciária federal no Brooklyn, em Nova York. Segundo autoridades, ele portava um cortador de pizza e um garfo de churrasco e chegou a ameaçar agentes penitenciários.

Um homem foi detido na tarde de quarta-feira (28) após se passar por agente do Federal Bureau of Investigation (FBI) e tentar libertar Luigi Mangione, preso em uma penitenciária federal no Brooklyn, em Nova York. Segundo autoridades, ele portava um cortador de pizza e um garfo de churrasco e chegou a ameaçar agentes penitenciários.De acordo com informações do The New York Times, que cita uma queixa apresentada por procuradores federais, o suspeito, identificado como Mark Anderson, de 36 anos, natural de Mankato, apresentou-se na unidade prisional alegando ter uma ordem judicial “assinada por um juiz” que autorizaria a libertação de um detento.A denúncia não especifica o nome do preso, mas fontes ligadas ao caso afirmam que o alvo da tentativa de liberação seria Luigi Mangione, acusado de assassinar o CEO de uma das maiores seguradoras dos Estados Unidos. Ao suspeitarem da autenticidade do documento, os guardas pediram a identificação de Anderson. Em resposta, ele teria entregue a carteira de motorista e, em seguida, arremessado uma série de papéis contra os agentes, afirmando estar armado.Os documentos, segundo a investigação, estariam relacionados a um possível processo contra o United States Department of Justice. Anderson foi rapidamente imobilizado. Na mala que carregava, os agentes encontraram apenas um cortador de pizza e um garfo de churrasco. As autoridades informaram ainda que ele trabalhava em uma pizzaria em Nova York.Luigi Mangione, de 27 anos, está preso desde dezembro de 2024, acusado de matar a tiros Brian Thompson, então CEO da UnitedHealthCare, em Manhattan. O crime causou grande repercussão nos Estados Unidos e no exterior.Apesar da gravidade do caso, o episódio também gerou uma onda de manifestações em apoio a Mangione, impulsionadas por críticas ao sistema de saúde norte-americano e aos altos índices de recusa de indenizações por parte das seguradoras. Em 2023, a UnitedHealthCare registrou a maior taxa de negativas do setor, com 32%, enquanto a média nacional foi de 16%.Mangione responde a 11 acusações, incluindo três de homicídio e uma de homicídio qualificado como ato de terrorismo. Ele se declarou inocente de todas as acusações. O julgamento segue em andamento e, nesta sexta-feira (30), o réu volta a comparecer ao tribunal em uma audiência que poderá decidir sobre a possibilidade de aplicação da pena de morte, caso seja condenado.

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