Imposto sobe para mais de 1.200 eletrônicos: veja quais produtos ficaram mais caros
Decisão do governo impacta diferentes setores e reacende debate sobre indústria nacional
O início de fevereiro trouxe mudanças importantes para quem acompanha o mercado de tecnologia e indústria. O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior, ligado à Camex, decidiu elevar as alíquotas do Imposto de Importação para uma ampla relação de bens de capital e de bens de informática e telecomunicação. No total, são mais de 1.200 produtos eletrônicos afetados.A decisão foi tomada em 28 de janeiro. Parte das novas tarifas começou a valer em 6 de fevereiro. Já os códigos da NCM que estavam com imposto zerado, mas fora do regime de ex tarifário, terão as novas alíquotas aplicadas a partir de 1º de março, segundo o governo. As informações são do Estadão.Entre os itens atingidos pela medida estão:• Smartphones• Freezers• Painéis com LED• Máquinas industriais• Ferramentas e equipamentos de produção• Equipamentos de informática• Produtos de telecomunicaçãoAs alíquotas foram recompostas para faixas de 7,0%, 12,6% e 20,0%, com percentuais maiores para itens considerados estratégicos. Segundo a área econômica, foram mantidas exceções e regimes especiais já existentes.Em nota técnica, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda citou a “escalada das importações de Bens de Capital (BK) e Bens de Informática e Telecomunicações (BIT)”. O documento aponta que esses desembarques somaram US$ 75,1 bilhões em 2025, com avanço acumulado de 33,4% desde 2022. Ainda de acordo com o texto, a entrada desses produtos estaria em níveis que “ameaçam colapsar elos da cadeia produtiva e provocar regressões produtiva e tecnológica do País, de difícil reversão”.O governo argumenta também que o impacto sobre o IPCA tende a ser limitado, já que BK e BIT são majoritariamente bens de produção. A pasta defende que a recomposição tarifária é uma medida “moderada e focalizada, necessária para reequilibrar preços relativos, mitigar a concorrência assimétrica, conter a tendência de aumento da penetração de importados e reduzir a vulnerabilidade externa estrutural associada ao déficit setorial”.Segundo informações divulgadas pelo portal G1, a estimativa do Ministério da Fazenda é de arrecadar cerca de R$ 14 bilhões adicionais neste ano com o aumento do imposto, valor já incorporado ao planejamento orçamentário. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços afirmou que o objetivo é fortalecer a indústria nacional e que produtos sem fabricação no Brasil continuam podendo solicitar enquadramento no regime de ex tarifário.
