Inflação no Brasil em 2025: Veja o que ficou mais barato e mais caro
Relatório aponta alta nos custos de moradia e redução em itens domésticos
O levantamento do IPCA-15 aponta que a variação de preços acumulada atingiu 4,41% no decorrer dos últimos doze meses (23/12). Os dados fornecidos pelo IBGE mostram que os setores de habitação, educação e gastos pessoais foram os principais responsáveis pela pressão no custo de vida da população. As informações são do CNN Brasil.A área de habitação registrou um avanço de 6,69%, impulsionada principalmente pelas taxas de luz e pelos valores de locação de imóveis. Sobre o comportamento dos aluguéis, a economista Marcela Kawauti explica: “O aluguel tem um pouco de inflação inercial e aí acontece o seguinte, quando a inflação está em queda, a inflação inercial pega a inflação passada. Se o meu aluguel venceu, por exemplo, em maio desse ano, que é quando o IPCA estava super alto, eu acabei tendo um ajuste muito maior do que se a inflação venceu agora no final do ano. Então você carrega ao longo do ano a inflação passada. Isso acaba também puxando o grupo de Habitação”.A energia elétrica também pesou no orçamento devido às condições do tempo. Jefferson Nascimento, do IBGE, analisa que “No acumulado no ano a energia elétrica superou a inflação, teve uma alta significativa, e essa alta especificamente com relação à questão do clima, o fato da gente ter ficado durante um tempo significativo com a bandeira vermelha”. Além disso, o transporte por aplicativos liderou os aumentos individuais com 45,38%.Sobre esse ponto, o especialista afirma que “No caso dos carros por aplicativo tem um fator que é a questão da modalidade de cobrança. Essa questão da modalidade da cobrança faz com que quando tem um aumento da procura acaba subindo muito, e aí no caso dos carros por aplicativo a gente teve problema em algumas praças, por exemplo, o Rio de Janeiro que enfrentou problemas com relação ao transporte coletivo, mesmo em São Paulo, isso fez com que a gente tivesse um aumento”.Em contrapartida, produtos como azeite, abacate, arroz e feijão apresentaram queda, trazendo alívio para a mesa das famílias. A estabilização do valor da moeda estrangeira e um período de colheitas mais favorável ajudaram a reduzir os preços dos mantimentos básicos. O segmento de artigos para o lar foi o único setor a apresentar deflação, fechando o período com um recuo de 0,1%.
