Juca de Oliveira detona Lei Rouanet e ironiza atores: “Uma quadrilha”

O ator Juca de Oliveira foi bastante claro em suas declarações (Foto: Reprodução)
O ator Juca de Oliveira foi bastante claro em suas declarações (Foto: Reprodução)

Juca de Oliveira surpreendeu ao falar com clareza sobre a peça de teatro em que está em cartaz e detonou a lei de financiamento Rouanet

Um dos atores mais famosos da televisão brasileira, atualmente no ar como o Al-Bieri na reprise de O Clone do Canal Viva, Juca de Oliveira está em cartaz com a peça Mãos Limpas, que será encenada até o fim desse ano. Em entrevista à jornalista Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo, o ator falou sobre a peça e fez questão de destacar: “Não tem Lei Rouanet”.

Juca de Oliveira argumenta que o financiamento público torna o trabalho engessado. “É que não há bilheteria com a lei Rouanet. Não havendo bilheteria, você faz o espetáculo rapidamente enquanto você tem aquele dinheirinho ali. Dá um pouquinho para o ator, um pouquinho para os técnicos, para o empresário, até que você gasta todo o dinheiro e tira de cartaz”, opinou.

“E o principal é que o teatro é feito com paixão. Há um grupo que se apaixona por um texto junto. E esse grupo persegue o sucesso, a perfeição. A paixão pelo teatro se extinguiu. Ninguém mais tem. As peças são medíocres. Fazem um pouquinho aqui, um pouquinho ali. Tem atores que vão lá, se disponibilizam por 20 dias e depois saem. É uma loucura”, prosseguiu o ator da Globo.

Juca de Oliveira em novela da Globo (Foto: Reprodução/Globo)
Juca de Oliveira em novela da Globo (Foto: Reprodução/Globo)

Ele prosseguiu opinando de certa forma que a lei é necessária, mas que deveria se destinada a quem está começando e não tem como se manter. “Claro que eu estou me referindo ao teatro profissional […] Não estou me referindo a teatros amadores, que necessariamente precisam do apoio”, destacou o ator.

Ele ainda surpreendeu ao, no final, fazer uma declaração polêmica. “Mas a verdade é que nós, atores, somos uma quadrilha. Após a profissão surgir, na religiosidade, começamos a ser expulsos da Igreja, e esse sentimento de marginalização formou um misticismo que une a classe, que a torna parecida com uma irmandade”, refletiu.

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