Justiça determina prisão preventiva de Oruam; saiba o motivo
Decisão aponta descumprimento reiterado de medidas cautelares impostas ao artista
A Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão preventiva do trapper Oruam nesta terça-feira 3, com base no não cumprimento das medidas cautelares estabelecidas anteriormente. A ordem foi expedida pela juíza Tula Correa de Melo, da 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, após análise de relatórios que indicaram falhas recorrentes no uso da tornozeleira eletrônica. As informações são da Folha de São Paulo.A magistrada considerou documentos de monitoramento que apontaram interrupções frequentes no funcionamento do equipamento. Parte desses registros, relativos aos meses de novembro e dezembro, não apresentou dados completos de localização e horário, o que reforçou a avaliação de descumprimento das obrigações judiciais.A determinação também levou em conta manifestações anteriores do Judiciário e a decisão do Superior Tribunal de Justiça tomada na segunda-feira 2, que revogou uma liminar de habeas corpus concedida ao artista. Em setembro, o ministro Joel Paciornik havia suspendido a prisão cautelar e imposto medidas alternativas, incluindo o uso obrigatório da tornozeleira.Segundo o STJ, houve “descumprimento reiterado ou injustificado das cautelares alternativas, especialmente a obrigação de manter carregada e em pleno funcionamento a tornozeleira eletrônica”. A Corte destacou que foram registradas 28 interrupções em um intervalo de 43 dias, o que, na avaliação dos ministros, “não configura mera irregularidade administrativa, mas comportamento que revela risco concreto à ordem pública e à aplicação da lei penal”.Oruam foi detido em julho de 2025 após ser indiciado por tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal. Em momento posterior, o artista também foi denunciado por tentativa de homicídio contra policiais, o que ampliou a gravidade do processo em curso.
