Léo da Bodega é imortalizado como Boneco de Olinda e vence a Corrida dos Bonecos no Carnaval 2026
momento histórico: Léo da Bodega foi oficialmente imortalizado como um dos gigantes da folia. Nascido e criado no coração do Sítio Histórico, o artista celebra a consagração máxima de sua trajetória ao se transformar em Boneco de Olinda — símbolo máximo da tradição carnavalesca pernambucana.
momento histórico: Léo da Bodega foi oficialmente imortalizado como um dos gigantes da folia. Nascido e criado no coração do Sítio Histórico, o artista celebra a consagração máxima de sua trajetória ao se transformar em Boneco de Olinda — símbolo máximo da tradição carnavalesca pernambucana.Além da homenagem, o gigante estreou nas ladeiras com vitória na tradicional Corrida dos Bonecos, reforçando o diálogo entre cultura popular, estética urbana e streetwear, conceito desenvolvido em parceria com a Head Media.Para quem cresceu na Rua do Amparo, o Carnaval não é apenas festa: é identidade cultural. Em 2026, essa conexão se transformou em reconhecimento oficial.Ver seu rosto moldado na tradição dos bonequeiros representa, para Léo, a realização de um sonho de infância. Criado em meio ao frevo e aos cortejos, ele acompanhava da janela de casa a passagem dos bonecos gigantes pelas ladeiras históricas de Olinda.“Eu nasci dentro da festa. Cresci vendo os bonecos passarem como entidades mágicas. Para quem é de Olinda, virar boneco é algo imenso. É deixar de ser espectador para se tornar personagem da própria história.”A homenagem consolida o artista como parte viva do patrimônio cultural olindense.A consagração aconteceu na manhã do sábado pré-Carnaval (7), na Rua de São Bento, um dos palcos mais emblemáticos da festa.Sob chuva intensa, muito frevo e emoção, o responsável por conduzir o boneco foi Wallison Bruno Costa — restaurador de arte sacra, olindense e veterano da competição. Ele cruzou a linha de chegada em primeiro lugar na categoria “Pesado”, garantindo medalha de ouro para o gigante de Léo da Bodega.A vitória também simboliza legado familiar. Bruno competiu representando o irmão, William, campeão por sete anos consecutivos e ausente nesta edição.“Eu já sabia que ia ganhar. Não foi fácil sem ele, mas o legado continua em casa.”O triunfo fortalece ainda mais o nome de Léo dentro da narrativa contemporânea do Carnaval de Olinda.A vitória servirá de cenário para o videoclipe de “Bloco Campeão”, novo single com lançamento previsto para fevereiro.A música mistura frevo tradicional com drill (vertente do rap londrino), criando uma metáfora entre a maratona física da corrida dos bonecos e a “correria” diária do brasileiro.O clipe, dirigido por Hugo Muniz, aposta em uma estética documental, registrando imagens reais nas ladeiras do Sítio Histórico. O projeto ainda conta com a participação da Tropa dos Gorillas, grupo de corrida urbana do Recife, ampliando o conceito de lifestyle e conectando tradição secular e linguagem esportiva contemporânea.A homenagem como Boneco de Olinda é o ápice de uma imersão cultural iniciada em dezembro com o lançamento do EP “A Folia Começa no Amparo”.No projeto, Léo da Bodega deixou temporariamente as batidas eletrônicas do trap para revisitar a sonoridade orgânica do Carnaval, gravando ao lado da Orquestra do Avesso. O trabalho reforça o compromisso do artista com a memória afetiva e com as tradições da cultura popular pernambucana.Esse mergulho nas origens pavimentou o caminho para a consagração em 2026.Léo da Bodega, 30 anos, nasceu e cresceu na Rua do Amparo, no Sítio Histórico de Olinda. Apadrinhado por Mestre Salustiano, desenvolveu desde cedo uma conexão profunda com a cultura popular.Nos últimos anos, consolidou-se como um dos principais nomes da nova cena musical pernambucana, promovendo a fusão entre tradição e estética urbana.Recentemente, ampliou seu alcance nacional com a faixa “Beija-Flor”, colaboração com a banda Maneva, marcando sua incursão no reggae e reforçando sua versatilidade artística.Ao se tornar Boneco de Olinda e vencer a Corrida dos Bonecos 2026, Léo da Bodega não apenas recebe uma homenagem: ele entra definitivamente para a história do Carnaval de Olinda.Sua trajetória simboliza a renovação da cultura popular sem romper com as raízes — conectando frevo, maracatu, trap, drill e reggae em uma narrativa contemporânea que mantém viva a essência das ladeiras de Olinda.
