Lua de Sangue: o que é fato e o que é boato sobre o eclipse de 3 de março

Especialistas esclarecem rumores de “apagão global” e negam alertas oficiais

O eclipse lunar total da madrugada de 3 de março ocorreu conforme previsto por observatórios internacionais e não houve qualquer registro de apagão elétrico ou instabilidade generalizada, apesar dos rumores que circularam nas redes sociais nos dias anteriores. As informações são da coluna Kátia Flávia, do Jornal de Brasília.Conhecido como Lua de Sangue, o fenômeno aconteceu quando a Terra se posicionou entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural. Durante a fase de totalidade, a Lua adquiriu tonalidade avermelhada por cerca de 58 minutos em regiões com visibilidade plena.Mensagens atribuídas à NASA sugeriam que o eclipse poderia provocar um “apagão global”. Não houve qualquer comunicado oficial da agência nesse sentido. O termo “apagão” foi utilizado apenas de forma figurada para descrever o escurecimento temporário da Lua.Também circularam teorias associando o evento a supostas tempestades solares com potencial de afetar redes elétricas. Especialistas reforçam que eclipses lunares não têm relação com falhas em sistemas de energia. Tempestades solares, quando ocorrem, são monitoradas por centros científicos e independem desse tipo de alinhamento astronômico.A totalidade pôde ser observada principalmente no Pacífico, América do Norte, América Central, leste da Ásia e Austrália. Em partes da América do Sul, incluindo o Brasil, a visualização foi parcial ou penumbral, em muitos locais já próxima ao amanhecer.O eclipse transcorreu dentro das previsões astronômicas, sem intercorrências. Como ocorre em todos os eclipses lunares, a observação pôde ser feita a olho nu, sem risco à visão.

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