Luís Miranda destaca desafio e força do humor em Êta Mundo Melhor!: ‘Ferramenta de reflexão’

Ator fala sobre a construção do professor Asdrúbal, a importância da leveza na TV e o papel político da comédia na sociedade atual

Luís Miranda está de volta à teledramaturgia em Êta Mundo Melhor!, novela das 6 da Globo que aposta no humor e na leveza para abordar temas sensíveis.Em entrevista exclusiva para a CARAS Brasil, o ator detalhou os motivos que o levaram a integrar o elenco e falou sobre a construção do professor Asdrúbal, personagem que, segundo ele, reúne desafios técnicos e criativos.“Eu acho que o que atrai qualquer ator para um personagem é, primeiro, desafio. Acho que o Asdrúbal tem um desafio”, afirmou. Para Luís, o fato de se tratar de uma novela de época exige uma linguagem e um comportamento específicos.“Além de se tratar de novela de época, que eu acho que tem outro tipo de linguagem, outro tipo de comportamento, o Asdrúbal é um professor que tem uma faceta de multiplicidade. É uma coisa que sempre me interessou muito”.O ator destacou ainda que o convite para a produção e o reencontro com colegas de trabalho pesaram na decisão. “O convite carinhoso que eu tive da direção e o elenco que é extraordinário, cheio de amigos com quem eu já trabalhei e tenho maior amor”, disse. Ele citou nomes como Evelyn Castro, Tony Tornado e Ary Fontoura entre os parceiros de cena. “Desafio é sempre o meu lance”, completou.Ao comentar a repercussão da novela, ele avaliou que o público tem buscado produções que ofereçam alívio diante do cenário atual.“A gente está vivendo um mundo muito difícil, com muitas provações. As pessoas estão muito sem paciência. Então o humor salva mesmo, ajuda a tirar o estresse do dia a dia”, declarou. Para ele, o sucesso da trama está relacionado à combinação entre leveza e abordagem de assuntos delicados. “A gente cansa também de ver só coisa realista. Precisa de um bom humor para aguentar o dia a dia”.Luís Miranda também ressaltou que o humor sempre teve dimensão política. “Quando a gente fala de Chaplin, de Chico Anysio, são ligados à crítica social. O humor é uma ferramenta incrível de reflexão e de análise de mundo”, afirmou.Segundo o ator, a comédia deve ser politizada e engajada, mas sem desrespeito. “O humor tem que ser delicado, politizado, mas respeitoso”.Sobre o processo de criação, o ator explicou que busca referências pessoais para compor seus personagens. No caso do professor Asdrúbal, ele se inspirou em educadores que fizeram parte de sua trajetória. “Eu busco fontes de inspiração. Professores meus, pessoas que eu conheci”, contou.“Sempre foram pessoas que me inspiraram pela potência de um humor reflexivo e por serem atores completos”.O ator afirmou ainda que, apesar de gostar de cinema e manifestar vontade de retornar ao teatro, a novela exerce forte atração. “Você acaba aceitando um convite dependendo da novela. E também é importante saber com quem você vai trabalhar”, disse. Para ele, a parceria em cena é fundamental para contar uma boa história.  Uma publicação partilhada por CARAS (@carasbrasil)

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