‘Mamonas Assassinas pagaram a reforma da minha casa’, diz vocalista de banda cover

Ao Terra, Nélio de Paiva falou do trabalho como cover da banda e admiração pelos músicos

O acidente aéreo que matou os integrantes do grupo Mamonas Assassinas completa 30 anos nesta segunda-feira, 2. Ainda assim, o legado dos músicos continua mais ativo do que nunca. Prova disso é o Mamonas Replay, uma banda cover criada em 2018 e radicada em Belo Horizonte, mas que já se apresentou por diversas regiões do País.Em entrevista ao Terra, o vocalista Nélio Antônio de Paiva, de 45 anos, comentou que, apesar de já ter feito shows de grande porte, não é possível viver exclusivamente trabalhando com a banda cover. Porém, ele gosta de dizer que “os Mamonas” já lhe deram algumas coisas.“De uns anos para cá é que a gente leva o projeto muito a sério mesmo. Não é minha profissão porque a gente não consegue viver de Mamonas, mas pode-se dizer que uma conta, alguma coisa, eles ajudam a gente a pagar. Tem muita coisa aqui em casa que eu tenho que eu falo: ‘Quem me deu isso aqui foram os Mamonas’. Então, assim, fazer uma homenagem e ainda você ter um retorno [financeiro] daquilo. Cara, é gostoso demais”, iniciou ele.Entre as conquistas, Nélio destaca a reforma da casa e a compra de itens que antes pareciam distantes.“A reforma aqui de casa, uma churrasqueira de parede que eu tinha vontade de comprar… eu olho e falo: ‘Foram os Mamonas’. Eu tenho uma filha e tenho minha profissão, mas tem muita coisa que o cachê dos Mamonas me ajuda, por exemplo, comprar o leite da minha filha, comprar as coisas para ela. Eu recebo o cachê e passo para a esposa, porque ela fica em casa cuidando enquanto eu estou fora.”Como muitos jovens dos anos 1990, Nélio conheceu os Mamonas Assassinas assistindo ao Domingo Legal (SBT). Segundo ele, na época já gostava de Guns N’ Roses, mas o grupo bem-humorado foi a primeira banda brasileira que o arrebatou. “Foi amor à primeira vista”, comentou.A partir desse acontecimento, começou a colecionar itens do grupo e alimentar a vontade de fazer algo grandioso para homenageá-lo. Nélio, inclusive, quase foi a um show da única turnê dos Mamonas Assassinas, mas, por falta de compromisso do irmão, que ficou de levá-lo e não cumpriu, acabou perdendo a oportunidade de assistir aos seus ídolos ao vivo.Esse trauma ele superou, mas seu irmão não esquece. “Acho que é um dos maiores arrependimentos da vida dele. Hoje em dia ele fala: ‘Cara, eu não pude te levar ao show, mas o que eu puder fazer pela sua banda, vou fazer’. E faz mesmo. Quando deu 20 anos sem Mamonas, teve um evento em Guarulhos, ele que me levou e arcou com tudo.”O Mamonas Replay apenas surgiu na vida de Nélio em 2018. Até então, ele já havia passado por outras bandas, mas nenhuma dedicada ao grupo. A oportunidade de figurar como vocalista em um projeto inteiramente pensado para homenagear seus ídolos surgiu de forma descontraída.“Em 2016, teve uma banda que se apresentou em BH [cover de Mamonas], e eu pedi para fazer uma participação no show, disse que imitava o Dinho e tal, cantei bem pra caramba. Aí passou pouco tempo, o vocalista foi mandado embora e eles me ligaram para eu entrar. Eu fiquei com eles um ano e pouco, e a banda acabou. Nisso, eu pensei: ‘Não pode deixar de ter Mamonas em Minas Gerais. O legado deles será eterno, mas uma banda cover sempre ajuda a lembrar’. Foi então que montei o Mamonas Replay e estamos aí até hoje.”A trajetória meteórica do grupo que mudou o humor na música brasileira e se tornou um fenômeno imortal.A banda de Guarulhos conquistou o Brasil em apenas 7 meses de sucesso estrondoso. Ouça a introdução clássica clicando no ícone ao lado.A banda começou com um som sério e progressivo antes da virada cômica.Saíram do anonimato para as maiores audiências da TV brasileira em meses.Codinome do produtor Rick Bonadio.O maior símbolo visual da banda.

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