Marcos Frota sobre vitória no ‘Oscar do Circo’ em Festival Internacional: ‘Semente plantada com amor’

Alex Alves, formado pelo Programa Unicirco de Marcos Frota, foi um dos vencedores do "Clown de Ouro" no Festival Internacional de Circo de Monte-Carlo 2026; em entrevista à CARAS Brasil, o ator celebra a vitória

Os últimos dias de 2025 mal ficaram no passado e Marcos Frota já embarca em 2026 com uma vitória. O circo brasileiro alcançou o reconhecimento máximo no cenário internacional, pois o artista Alex Alves, formado pelo Programa Unicirco de Marcos Frota, foi um dos vencedores do “Clown de Ouro” (Clown d’Or) no Festival Internacional de Circo de Monte-Carlo 2026.Em entrevista à CARAS Brasil, Marcos Frota celebra a vitória, destaca a importância desta arte na sua vida e adianta os próximos projetos para este ano. Criado em 1974 por Rainier III, Príncipe de Mônaco, com o nome de Monte-Carlo International Circus Festival, o evento, reconhecido hoje como o “Oscar do Circo”, é o maior e mais importante do mundo no segmento.Alex Alves, vencedor do “Clown de Ouro” integrou uma equipe de trapezistas composta por talentos do Brasil, Chile e Colômbia. Juntos, eles conquistaram a honraria mais prestigiada do segmento.“O número de trapézio é cada vez mais revolucionário, é um verdadeiro balé aéreo”, declara Marcos Frota. O ator ainda destaca a importância da arte circense em sua trajetória artística.“Eu comecei em 1986, nós estamos em 2026, estamos celebrando aí 40 anos que tudo isso começou numa novela de circo, uma novela da Globo, que tratava o circo através desse mundo espetacular que é o trapézio, eu me apaixonei pelo trapézio e a partir daí resolvi ser um multiartista, da televisão, do teatro, do cinema, mas também do circo, como um trapezista e como um mestre de cerimônias, como um ator apaixonado pelo circo”, revela.Abaixo, confira trechos editados da entrevista de Marcos Frota à CARAS Brasil.Como descreveria o Festival Internacional de Circo de Monte-Carlo?– É realmente tradicional. É o mais importante encontro da arte circense no mundo todo, como se fosse uma Olimpíada,  uma Copa do Mundo, um festival de cinema de Cannes. É a grande gala do circo mundial. Acontece em Monte Carlo, num circo espetacular, que é permanente, com orquestra, com atos ecumênicos, com a participação de grandes celebridades do mundo do circo. É verdadeiramente a grande gala.Poderia detalhar um pouco mais sobre a vitória no Festival?– O trapézio este ano foi formado por um menino colombiano que realiza as quatro voltas, que é o recorde absoluto para apresentação do trapézio de voos e eles convocaram então três trapezistas brasileiros. [Um deles], o Alex Alves que é do nosso circo, o Mirage Circos. Portanto, foram trapezistas colombianos, chilenos e brasileiros juntos e realizaram um verdadeiro show de trapézio. Movimentações acrobáticas incríveis, mas muito moderno, com uma uma roupa, uma música e apresentações simultâneas, sincronizadas e no final, é claro, a grande performance que é realizar as quatro voltas, o quadruplo mortal.O que é o quádruplo mortal?– O recorde antigo era o triplo salto mortal. Agora foi batido realizando o quádruplo, quatro vezes girando no ar. É impressionante, a gente se surpreende com a destreza, a coragem e beleza de um movimento como esse. Um trapezista realizando as quatro voos. Plateia toda em pé. Foi uma comoção.Qual a sensação desta vitória? – O Alex Alves começou no meu circo. Então, tem toda uma história dele com o pai dele, que é o Gilberto Alves, que foi o meu professor para fazer o trapézio na novela Cambalacho.Tem toda uma emoção no ar aí e, para nossa surpresa, alegria e vibração, o corpo de jurados, que é formado por diretores de circo, eles resolveram dar para o trapézio, a honraria maior, que é o clown de ouro.O Clow de Ouro é o Oscar do Circo? – O palhaço de ouro é como se fosse o Oscar. Ele está para o circo como o Oscar está para para o cinema, é a honraria máxima e isso consagra, toda a escola latino-americana de trapézio, mas principalmente, claro, evidenciando a escola brasileira de trapezistas, que tem uma tradição, uma fertilidade e, acima de tudo, uma geração de talentos sendo renovadas a cada ano.Qual a importância da arte do circo em sua trajetória?– A minha grande paixão foi quando eu comecei na novela Cambalacho, há 40 anos atrás, do Silvio de Abreu, com a direção do Jorge Fernando, e com a presença da Fernanda Montenegro no Picadeiro do Circo. Eu vivia nessa novela um trapézista e a Dona Fernanda era um apoiador, uma mercenas, tinha uma empatia muito grande com o circo dentro da história.Você também é o idealizador da Universidade Livre do Circo (Unicirco)…– São 1.500 alunos espalhados por toda a região metropolitana do Rio de Janeiro, com sede na Quinta da Boa Vista. Ali está instalada desde 2010 a primeira sede nacional da primeira Universidade Livre do Circo no Brasil, formando gerações de artistas. Eu sou um entusiasta disso, estar presente ontem lá e dividir com eles essa vibração, sentir de perto a importância de um prêmio como esse. Isso é uma semente plantada com amor que hoje é uma árvore frondosa, uma árvore cheia de frutos. Quais as novidades para 2026? O que podemos esperar de Marcos Frota este ano?– Eu acho 2026 um ano mágico, sabe? Eu sou o tema do Carnaval de rua da cidade de Belo Horizonte, um dos maiores blocos do Brasil […] Já são 40 anos de estrada, dividindo com cinema, teatro e televisão. Queria lembrar que eu fiz um filme sobre o circo […] agora falta fazer um documentário sobre tudo isso, essa trajetória. Um documentário meio ficção para poder mostrar esse meu mergulho nessa arte, nesse segmento artístico, que eu tanto admiro, que eu tanto respeito e sou tão grato, por me dar a oportunidade de retribuir tudo que eu recebi em mais de 40 anos de carreira e também exercitar a minha cidadania como ator, artista. Eu devo isso muito ao circo. Estamos caminhando aí para um 2026 muito intenso com muitas atividades e com muitas novidades aí na televisão.Leia mais: Marcos Frota fala sobre importância de personagens com deficiência: ‘Tem que abrir mão da vaidade’  Uma publicação partilhada por Marcos Frota (@marcos.frota.oficial)

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