Moraes libera entregadores de marmita para Bolsonaro na “Papudinha”

Decisão do STF autoriza familiares a entregar alimentos ao ex-presidente, que segue preso em batalhão da PM no DF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (16) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) receba refeições levadas por pessoas previamente cadastradas enquanto estiver detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”. As informações são do Metrópoles.Ao todo, cinco pessoas foram autorizadas a fazer as entregas, entre elas um irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A permissão mantém um procedimento que já vinha sendo adotado quando Bolsonaro estava custodiado na Superintendência da Polícia Federal, onde permaneceu preso desde novembro.A liberação ocorreu após pedido da defesa e da família, que alegaram a necessidade de alimentação diferenciada por conta de problemas gástricos enfrentados pelo ex-chefe do Executivo. A administração penitenciária ficará responsável por definir os horários, fiscalizar os alimentos e exigir que os entregadores assinem um termo de responsabilidade sobre o conteúdo levado ao local.Bolsonaro foi transferido para a “Papudinha” na tarde de quinta-feira (15), por determinação do próprio Alexandre de Moraes. Na decisão, o ministro argumentou que o ex-presidente contava com condições consideradas “excepcionais” enquanto estava na PF e respondeu a críticas de aliados sobre o novo local de detenção.O deslocamento aconteceu antes da decisão ser divulgada oficialmente, com o objetivo de evitar mobilizações externas. Horas antes da transferência, Moraes recebeu Michelle Bolsonaro em seu gabinete. Na ocasião, ela solicitou a prisão domiciliar do marido, pedido que acabou sendo negado.Apesar disso, o magistrado destacou que a mudança atende melhor às demandas médicas do ex-presidente. O espaço onde Bolsonaro está detido tem cerca de 65 m², com quarto, banheiro privativo, sala, cozinha e lavanderia, oferecendo maior circulação em comparação às dependências da Polícia Federal.Além da alimentação externa, Moraes também autorizou atendimento médico integral, com plantão 24 horas, possibilidade de deslocamento imediato para hospitais em caso de emergência, sessões de fisioterapia e assistência religiosa semanal.

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