Musas da banheira do Gugu revelam bastidores repleto de baixaria; veja o que elas disseram
Musas dos anos 90 revisitam o quadro mais polêmico do “Domingo Legal” e revelam situações de desrespeito, competição e improviso nos bastidores
A Banheira do Gugu marcou uma geração, virou fenômeno de audiência e segue sendo alvo de debates sobre sexualização e limites na TV brasileira. No episódio de estreia de O Povo Quer Saber, novo programa de Chico Barney no Canal UOL, duas figuras centrais desse período abriram o jogo: Luiza Ambiel e Renata Banhara, que viveram de perto a intensidade do quadro.As duas foram musas icônicas dos anos 90 e detalharam a mistura de glamour, improviso e constrangimentos que aconteciam longe das câmeras. Durante a conversa, Ambiel lembrou que, apesar do ar divertido, o ambiente por vezes ultrapassava limites incômodos.“Eu fiquei quatro anos na Banheira do Gugu] e assim, tinhas coisas ali que eu meio que não gostava, eu ficava meio brava. Se eu estivesse na banheira, vamos supor, e alguém me empurrasse, eu já fechava a cara, já parava. Aquilo pra mim era muito sério. Era meu ganha-pão”, contou. “Eu sempre meio que botava ordem ali”.As convidadas relataram momentos que iam do desconforto ao embaraço total — como episódios de seios à mostra e disputas acirradas entre outras participantes do quadro. Segundo Luiza, algumas colegas exageravam para ganhar destaque a qualquer custo.“Às vezes vazava as biquetas da gente pra fora. Eu tinha os gêmeos (seios) muito pequenininhos, né? Depois eu fiz plástica, aumentei. Mas você tá ali, a mulher sabe quando sai. Então eu via que saía, eu via que o Gugu [falava]: Luísa, Luísa! Eu olhava, guardava e ia de novo. E aí eu vi ali, às vezes, algumas meninas botavam pra fora, puxavam pra sensacionalizar.”, relatou. “Pareciam que estavam desesperadas pra aparecer”, completa Banhara.O quadro deixou de ser exibido em 2000 após pressões do Ministério da Justiça, que considerou a atração inadequada para os horários destinados ao público infantil. Ambiel concorda que o formato perdeu o eixo: “Começou a ficar muita baixaria, eu achei. Já era forte pra época. Porque você, na década de 90, você botar uma mulher de biquíni, um homem de sunga, com a desculpa de pegar o sabonete, roça corpo, já era forte.”As duas ainda comentaram a influência de Gugu Liberato e Silvio Santos na criação dos programas que marcaram a época, e Banhara destacou como o apresentador ousou onde Silvio hesitava:“Eu acho que o Silvio, por ser de uma outra geração, não teve coragem de levar à televisão, e o Gugu foi testando o Silvio, a emoção de Silvio, e colocou [o programa no ar].”
