Nikolas Ferreira irá se candidatar a governador de Minas Gerais? Entenda

Aliados do deputado dizem que não há decisão tomada, enquanto articulações nos bastidores expõem impasse entre PL, PSD e pré-candidaturas nacionais

Se você acompanha os movimentos da política mineira, já deve ter notado que o nome de Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a circular com força nas conversas sobre a próxima disputa pelo Palácio Tiradentes. Apesar do burburinho, pessoas próximas ao deputado e integrantes do PL em Minas garantem que não existe, até agora, uma definição sobre uma possível candidatura ao governo do estado. As informações são do Estado de Minas.A cautela tem motivo. Internamente, a prioridade inicial de Nikolas sempre foi continuar na Câmara dos Deputados, onde se consolidou como o principal puxador de votos do Partido Liberal em Minas Gerais. Qualquer mudança de rota, segundo aliados, depende de um cenário político mais claro — algo que ainda está longe de se desenhar.A especulação ganhou novo fôlego após a Folha de S.Paulo divulgar que o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, avalia lançar Nikolas como candidato ao governo mineiro, em uma articulação que envolveria setores do Centrão. A informação caiu como combustível em um tabuleiro já tensionado entre PL e PSD no estado.Pouco depois da repercussão, o vice-governador Mateus Simões (PSD) publicou um vídeo ao lado de Nikolas, sinalizando proximidade política. “Tudo que vem do deputado Nikolas Ferreira é prioridade porque ele representa Minas Gerais. É assim que a gente constrói o estado em que acredita: com trabalho sério, compromisso e respeito ao povo”, afirmou.O gesto, no entanto, acontece em meio a um impasse maior. Simões, que é pré-candidato ao governo estadual, declarou apoio à pré-candidatura presidencial de Romeu Zema, o que acirrou a disputa interna na direita mineira. O PL, por sua vez, condiciona qualquer aliança local ao palanque nacional de Flávio Bolsonaro, descartando apoio a Zema ou a um nome próprio do PSD para o Planalto.Com o prazo de registro das chapas se aproximando — as siglas têm até o fim do primeiro semestre para formalizar as candidaturas — cresce a avaliação de que adiar decisões pode prejudicar o desempenho eleitoral. Nos bastidores, a expectativa é que os principais nomes sejam apresentados ao eleitorado até abril.

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