Novos arquivos do caso Epstein trazem revelações explosivas e reacendem o escândalo global
Jeffrey Epstein volta ao centro do escândalo com novos arquivos e revelações inéditas
Quem imaginou que a chamada “Lista de Epstein”, divulgada em 2024, encerraria o interesse público pelo escândalo envolvendo Jeffrey Epstein (1953-2019) se enganou. Nas últimas semanas, o caso voltou ao centro das atenções após a liberação de milhões de páginas de documentos por autoridades dos Estados Unidos, resultado de medidas ligadas à Lei de Transparência dos Arquivos. Segundo o The Guardian, o material reúne mais de 3 milhões de páginas, além de vídeos e fotos mantidos por anos sob custódia do FBI e outras agências. Antes das novas revelações, processos civis já indicavam que Epstein utilizava sua fortuna e rede de contatos para traficar menores e promover abusos em locais como a ilha de Little St. James, uma mansão em Nova York e um rancho no Novo México. Figuras públicas como Bill Clinton, Donald Trump, príncipe Andrew e David Copperfield já haviam sido citadas em registros de voos ou depoimentos, sem acusações formais na época. Agora, novos arquivos incluem uma imagem sem data que mostra Andrew “de quatro”, sorrindo, posando sobre uma mulher não identificada, descrita pela imprensa como “humilhante”. E-mails também indicariam que ele convidou Epstein para o Palácio de Buckingham em 2010, com a frase: “Podemos jantar no Palácio de Buckingham com muita privacidade”. O material também cita Donald Trump em fotos sociais e menciona “camisinhas de novidade” (novelty condoms) encontradas na residência do financista. De acordo com a CBS News, Todd Blanche afirmou que a revisão “acabou” e não encontrou evidência criminal contra Trump. Advogados de vítimas e políticos, incluindo Alexandria Ocasio-Cortez, alegam possível encobrimento.As revelações mais recentes sugerem mudanças relevantes na forma como o caso é interpretado, especialmente no campo jurídico e político. Documentos apontam que Epstein não apenas cometia abusos, mas também “emprestava” vítimas a terceiros, contrariando versões anteriores que indicavam atuação isolada ao lado de Ghislaine Maxwell. E-mails envolvendo Sarah Ferguson, que teria chamado Epstein de “irmão”, e trocas com Steve Bannon ampliam a rede de conexões já conhecida.Embora o governo norte-americano considere a revisão oficialmente encerrada no âmbito federal, críticos afirmam que ainda podem existir documentos não divulgados. Enquanto tribunais analisam implicações legais, a opinião pública segue reagindo às imagens, relatos e detalhes considerados perturbadores, que dominam tabloides como The Guardian e Daily Mail.
