Novos documentos revelam obsessão de Jeffrey Epstein pela vida amorosa de Brad Pitt
Mesmo após sua morte, em 2019, aos 66 anos, Jeffrey Epstein continua sendo alvo de novas revelações. A divulgação recente de mais de três milhões de documentos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos trouxe novos detalhes sobre o caso que chocou o mundo e voltou a citar nomes famosos, incluindo o do ator Brad Pitt.
Mesmo após sua morte, em 2019, aos 66 anos, Jeffrey Epstein continua sendo alvo de novas revelações. A divulgação recente de mais de três milhões de documentos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos trouxe novos detalhes sobre o caso que chocou o mundo e voltou a citar nomes famosos, incluindo o do ator Brad Pitt.Vencedor do Oscar e um dos maiores astros de Hollywood, Pitt aparece em e-mails trocados por Epstein, apesar de não haver qualquer indício de que o ator tivesse ligação com o financista ou conhecimento de seus crimes. As mensagens, no entanto, revelam que Epstein demonstrava forte interesse — descrito como uma obsessão — pela vida amorosa do artista.Em um e-mail de 2018, enviado por um de seus parceiros de negócios mais próximos, Richard Kahn, Epstein foi informado de que “Brad Pitt está passando tempo com uma professora estelar do MIT”, conforme dizia o título da mensagem. O conteúdo fazia referência a uma reportagem publicada pelo Page Six, em 5 de abril daquele ano.A matéria afirmava que Pitt estaria “passando tempo” com Neri Oxman, arquiteta premiada, artista e professora do MIT. Segundo a publicação, os dois teriam se aproximado por meio de um projeto de arquitetura ligado à universidade e desenvolvido uma amizade baseada em interesses comuns.“Uma fonte nos confirmou exclusivamente que o aficionado em arquitetura e design, Pitt, se encontrou recentemente com a talentosa Oxman por meio de um projeto do MIT, e desde então eles se tornaram amigos”, dizia a reportagem, ressaltando que a relação era de natureza profissional.Outro artigo sobre o suposto romance também foi encaminhado por Kahn a Epstein. A manchete chamava atenção: “Angelina quem? A nova amiga do ‘sortudo’ Brad Pitt não só é ‘a coisa mais sexy que ele já viu’, como também uma professora de arquitetura premiada que namorava um bilionário”. O texto citava ainda o chamado “Efeito Amal”, em referência ao casamento de George Clooney com a advogada Amal Alamuddin, sugerindo que estrelas maduras de Hollywood estariam buscando mulheres bem-sucedidas e intelectualmente reconhecidas. Pitt, após o término com Angelina Jolie, era apontado como um exemplo desse fenômeno.O artigo ainda descrevia Oxman como a “supernova” de Pitt, destacando que ela seria “a coisa mais sexy na qual ele já colocou os olhos”. A arquiteta, nascida em Israel, divorciada e então com 42 anos, é doutora em design computacional pelo MIT e reconhecida internacionalmente por seu trabalho.A relação de Epstein com o MIT e com a própria Oxman, no entanto, já havia gerado controvérsia antes mesmo da divulgação dos novos arquivos. Em 2019, veio à tona que o MIT Media Lab havia recebido cerca de US$ 800 mil em doações de Epstein. Em 2017, Oxman também teria presenteado o financista com uma escultura de “mármore” produzida em impressora 3D, a pedido do então diretor do laboratório, Joichi Ito, após uma doação de US$ 125 mil ao laboratório de design da arquiteta.Em comunicado posterior, Oxman afirmou que teve apenas um encontro com Epstein, durante uma apresentação para patrocinadores, e disse ter sido informada de que ele era um doador aprovado. Após a revelação das doações, dois professores romperam vínculos com o MIT e Ito deixou o cargo, pedindo desculpas públicas à comunidade acadêmica e às vítimas de Epstein.Oxman também declarou arrependimento por ter aceitado recursos do financista e afirmou que os valores deveriam permanecer confidenciais para não associar a reputação dele ao MIT. “Eu me arrependo de ter recebido fundos de Epstein e peço desculpas aos meus alunos por terem se envolvido, sem saber, nessa situação”, afirmou.Além disso, os documentos mostram outras menções a Brad Pitt nos arquivos de Epstein, incluindo uma nota em que o ator é descrito como “bonito” e um aparente convite para que Epstein comparecesse a uma exibição do filme Guerra Mundial Z, estrelado por Pitt, anos antes de o financista ser condenado por seus crimes.
