Pai vence reality show e usa prêmio de R$ 52 milhões para buscar a cura de doença rara do filho
Vencedor de um reality show onde superou mil competidores, pai usa o dinheiro do prêmio para buscar a cura de uma doença rara do filho; entenda a história
Recentemente, o americano Jeff Allen venceu o reality show Beast Games, disponível no Brasil pela plataforma Prime Video. Ele superou outros 999 competidores para conquistar o prêmio de US$ 10 milhões. Na conversão atual, o valor corresponde a aproximadamente R$ 52 milhões.O curioso e emocionante detalhe dessa vitória, na verdade, é que Allen decidiu utilizar parte desse montante para financiar pesquisas e tratamentos para seu filho mais novo, Lucas.O menino foi diagnosticado com a deficiência do transportador de creatina, também conhecida pela sigla DTC. Trata-se de uma condição rara que compromete o transporte de uma molécula essencial para o funcionamento das células. Sem o transporte adequado dessa substância para o cérebro, o desenvolvimento da criança sofre atrasos significativos. Lucas apresenta dificuldades no crescimento cerebral devido à falta dessa reserva de energia no corpo.Em entrevista ao portal Terra, Hugo Doria, neurocirurgião da Beneficência Portuguesa de São Paulo, explica que a DTC impede que a creatina chegue ao interior das células de forma correta. Essa falha genética exige tratamentos complexos e caros, que muitas vezes não estão acessíveis para a maioria das famílias.Segundo o especialista, os primeiros sinais da condição de saúde surgem ainda na fase da infância, quando crianças apresentam atrasos no desenvolvimento, na fala, dificuldades de aprendizagem e atenção, alterações comportamentais e, em alguns casos, crises epilépticas. As complicações da doença acompanham o paciente por toda a vida.“Isso pode afetar autonomia, desempenho escolar, interação social e gerar necessidade de suporte terapêutico e educacional contínuo. Além do comprometimento neurológico, alguns pacientes podem apresentar repercussões sistêmicas variáveis relacionadas à deficiência de creatina em tecidos de alta demanda energética, como fadiga e fraqueza muscular”.Sobre possíveis tratamentos e cura, o médico esclarece: “É cientificamente plausível buscar terapias modificadoras da doença. As linhas mais promissoras tentam contornar o defeito do transportador, por exemplo, com análogos de creatina capazes de alcançar o cérebro por rotas alternativas”. Uma publicação partilhada por CARAS (@carasbrasil)
