Pastor de direita Otoni de Paula detona Claudio Castro e diz que filho corre perigo
Otoni de Paula critica Claudio Castro após megaoperação
O pastor e deputado Otoni de Paula, da Igreja Assembleia de Deus Ministério Missão de Vida do Rio de Janeiro, detonou o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, após a megaoperação no estado.Ele discursou na tribuna do Congresso sobre a situação no Rio de Janeiro. “Quem está falando aqui é pastor, e não é pastor progressista, não! Só de filhos de gente da igreja, eu sei que morreram quatro ontem. Meninos que nunca portaram fuzis, mas estão sendo contados no pacote como sendo bandidos. E sabe quando vamos saber se são bandidos ou não? Nunca, pois ninguém vai atrás”, declarou Otoni de Paula.+ Lula elogia operação da PF após críticas de Cláudio Castro sobre falta de apoio federal “Preto correndo em dia de operação na favela é bandido. Preto com chinelo Havaianas, sem camisa, pode ser trabalhador; correu, é bandido. É fácil para quem está no asfalto e não conhece a realidade da favela”, disse ele, que se emocionou.“‘Ah, só morreu bandido?’ Não é quem está falando aqui, é um pastor. Só de filhos de pessoas da minha igreja, eu sei que morreram quatro. Meninos que nunca portaram um fuzil. Mas estão sendo contados no pacote como se fossem bandidos. E sabe quem vai saber se são bandidos ou não? Nunca vão saber. Ninguém vai atrás, porque preto correndo em dia de operação na favela é bandido”, declarou o pastor.“Como meu filho está o tempo todo dentro de uma comunidade, sabe qual é o meu pânico? É que ele é preto”, desabafou.+ Alexandre de Moraes vai ao Rio para audiência com Claudio Castro após megaoperação policial que deixou 121 vítimasEm entrevista ao Brasil 247, em outra ocasião, enquanto estava de passagem por uma rua, ele detonou o governador Cláudio Castro. “Ele errou a adjetivação: não é exitosa, é desastrosa [a operação]. Porque, a partir do momento em que o Estado entra para executar, é algo que nós precisamos condenar. Eu não tenho dúvida disso [que foi para executar]”, prosseguiu o deputado de direita.“É só você calcular: teve mais de 150 mortos de um lado, e você tem quatro lamentáveis mortes do outro lado. Está estranha essa guerra, porque ambos os lados possuíam fuzis. Ou seja, estamos diante de uma clara emboscada com um único objetivo: execução”, analisou.Colaborou: Vinícius Carvalho
