Preço do tomate dispara no Brasil e pressiona inflação em 2026
Alta já ultrapassa 20% no acumulado do ano e produto aparece entre os vilões do IPCA
O preço do tomate voltou a subir de forma expressiva em diversas regiões do Brasil nos primeiros meses de 2026. O aumento ocorre em meio à forte demanda e à redução da oferta após o período de maior colheita, cenário que já começa a impactar diretamente a inflação do país.Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o produto acumulou alta de 20,87% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste início de ano.Entre os alimentos do grupo “alimentação e bebidas”, o tomate aparece entre os que mais subiram de preço. No ranking da inflação, ele ficou atrás apenas do pepino, que registrou aumento de 32,02% nos dois primeiros meses de 2026.O impacto mais forte foi registrado no mercado atacadista de Campinas, no interior de São Paulo, onde a caixa do produto passou de R$ 140, o que representa valorização de cerca de 85%.Outras capitais também sentiram o aumento. Na primeira semana de março, a caixa de tomate longa vida chegou a ser vendida por R$ 110 em São Paulo, valor 55,2% maior em comparação ao fim de fevereiro.Já em Belo Horizonte, o preço médio chegou a R$ 106,84, com alta de 45,7%. No Rio de Janeiro, a caixa atingiu R$ 128,75, registrando aumento de 26,2%.De acordo com o Globo Rural a principal razão para o encarecimento do tomate está ligada à diminuição da produção após o pico da safra. A queda na colheita em regiões produtoras importantes tem reduzido a oferta do alimento no mercado.Um dos exemplos é a cidade de Caçador, em Santa Catarina, onde a produção entrou em desaceleração depois do período de maior colheita. Com menos produto disponível, os preços no atacado e no varejo acabam pressionados.Com o clima ainda incerto para os próximos meses, especialistas apontam que o valor do tomate pode continuar instável ao longo de 2026.
