Preta Gil e Ludmilla no Dia a Consciência Negra: ‘Resistimos’
Preta Gil usou suas redes sociais no Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, para discutir desigualdades no mercado publicitário. Em um vídeo publicado no Instagram, a cantora chamou atenção para a falta de oportunidades para influenciadores negros e a disparidade de remuneração em comparação com profissionais brancos.
Preta Gil usou suas redes sociais no Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, para discutir desigualdades no mercado publicitário. Em um vídeo publicado no Instagram, a cantora chamou atenção para a falta de oportunidades para influenciadores negros e a disparidade de remuneração em comparação com profissionais brancos.“Mais um 20 de novembro e muitas coisas para se refletir. Um dos problemas é sobre o mundo publicitário que cresce cada vez mais, menos para os influenciadores pretos, que quando são contratados, ainda recebem menos que pessoas brancas”, escreveu ela na legenda.Além da crítica, Preta defendeu mudanças estruturais na indústria e apontou a importância da representatividade. “Precisamos de pessoas negras em cargos de liderança na indústria para que esse cenário mude. Devemos olhar para festivais, festas e vivências pretas o ano inteiro! Valorizem e consumam! Seguimos juntos por um mercado menos limitado”, completou.No vídeo em si, ela declarou: “O mercado publicitário pouco tem trabalhado as pautas raciais e a contratação de influenciadores pretos. Você já parou para pensar nisso? A representatividade de pessoas pretas na publicidade digital caiu de 34,8% para 31,6% quando contratada. As pessoas pretas são as menos remuneradas financeiramente, 83% dos modelos e artistas contratados para publicidade entre 2018 e 2023 eram pessoas brancas”.“A publicidade não representa a diversidade do nosso país. Não ter pessoas pretas em cargos de liderança na indústria criativa só reforça esse cenário. Um dos maiores absurdos que aconteceu é que no mês da Consciência Negra, o festival Batkoo foi adiado por falta de investimento e Patrocínio. O Batkoo existe há 10 anos e é um dos maiores representantes da cultura preta periférica, LGBTQUIAPN+ do nosso país”, afirmou a cantora em seguida.“Precisamos enxergar produtores de conteúdo negros para além das temáticas raciais. Pessoas pretas produzem conteúdo sobre milhões de assuntos o ano inteiro, e não só em novembro. Quero um mercado menos limitado, genuinamente diverso, o mercado comprometido com as nossas pautas, com os nossos avanços, e não com a manutenção de uma estrutura centenária. Precisamos nos responsabilizar porque ninguém avança sozinho”, concluiu Preta Gil, por fim.Outra cantora famosa a se posicionar sobre o assunto foi Lumilla, que declarou: “O dia de hoje passa a ter um novo significado para mim. Agora, como mulher preta, LGBTQIAPN+ e mãe. Sempre recebi com muito carinho e responsabilidade o fato de ser vista por todos vocês como referência. Mas o desejo que tenho de ser exemplo para essa criança que ainda nem nasceu, e que já amo mais que tudo, é ainda maior”.“Que o dia de hoje sirva para lembrar da importância daquelas e daqueles que, antes mesmo de nós nos reconhecermos como pessoas pretas, já estavam fazendo 10 vezes mais para serem vistos como iguais. Resistimos!”, concluiu a funekira, por fim.
