Professor Chinês faz previsão bombástica sobre fim da guerra entre Irã e EUA; VEJA

Jiang Xueqin aponta efeitos sobre economia internacional e avanço de um cenário multipolar

O analista geopolítico Jiang Xueqin afirmou em entrevista divulgada na terça-feira (04/03) que um eventual confronto entre Estados Unidos e Irã pode resultar em derrota norte-americana e provocar mudanças estruturais na ordem internacional. A análise foi apresentada em conteúdo publicado no YouTube, com foco nas dinâmicas estratégicas e econômicas do conflito. As informações são do Brasil 247.Jiang Xueqin, educador radicado em Pequim, desenvolve análises baseadas em teoria dos jogos, estrutura histórica e conceitos inspirados na psico-história. O especialista relembrou previsões feitas em 2024 sobre o cenário global envolvendo o Oriente Médio e reafirmou a expectativa de um confronto prolongado entre as duas potências.“Neste semestre, estou fazendo três grandes previsões. A primeira é que Trump vai vencer em novembro. A segunda é que os Estados Unidos vão entrar em guerra contra o Irã. E a terceira grande previsão é que os Estados Unidos vão perder essa guerra, o que vai mudar para sempre a ordem global,” disse.O analista afirmou que o cenário atual indica uma guerra de desgaste, com vantagens estratégicas para o Irã devido à preparação de longo prazo: “Dada a minha análise de como a guerra está progredindo, acho que o Irã tem muitas mais vantagens sobre os Estados Unidos. A realidade é que agora é uma guerra de atrito entre os Estados Unidos e o Irã.”Segundo Jiang Xueqin, a estratégia iraniana inclui pressão sobre estruturas econômicas e energéticas no Golfo Pérsico, com impacto potencial em cadeias globais: “Os iranianos não estão apenas travando uma guerra contra os Estados Unidos. Eles estão travando uma guerra contra toda a economia global.”O especialista também destacou a relevância do sistema do petrodólar e a dependência dos Estados Unidos de fluxos financeiros oriundos da região: “Os países do Golfo são o ponto de apoio da economia americana. Eles vendem petróleo em dólares e depois reciclam esses petrodólares investindo novamente na economia dos Estados Unidos.”A análise aponta ainda riscos para setores estratégicos, incluindo tecnologia e inteligência artificial, caso haja interrupção nesses fluxos de capital: “Se os países do Golfo não puderem mais vender petróleo ou financiar esses investimentos, a bolha de inteligência artificial nos Estados Unidos pode estourar e isso afetaria profundamente a economia americana.”O analista também abordou a relação entre custos militares e sustentabilidade do conflito, com uso de sistemas caros contra ameaças de menor custo: “Estamos vendo mísseis que custam milhões de dólares sendo usados para interceptar drones que custam apenas dezenas de milhares. Isso não é sustentável no longo prazo.”Jiang Xueqin avaliou que esse cenário pode enfraquecer a percepção de superioridade militar norte-americana construída ao longo das últimas décadas: “O que estamos vendo é o enfraquecimento da aura de invencibilidade que sustentou a hegemonia americana nas últimas décadas.”A possibilidade de escalada com uso de tropas terrestres também foi considerada, com base em precedentes históricos: “Nunca houve um caso em que uma mudança de regime tenha sido obtida apenas com bombardeios. Normalmente isso exige tropas em terra.”Ao final, o analista destacou que um conflito prolongado pode acelerar transformações no sistema internacional: “Isso pode sinalizar o colapso do sistema baseado no petrodólar e da hegemonia global dos Estados Unidos. Estamos caminhando para um mundo multipolar.”Veja o vídeo:

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