Queda nas pesquisas preocupa Lula e presidente toma medida para mudar situação
Governo treme com avanço de Flávio Bolsonaro e anuncia medidas.
O Palácio do Planalto vive dias de tensão. Pesquisas internas e os números da mais recente pesquisa Genial/Quaest acenderam um sinal de alarme no primeiro escalão do governo Lula.O levantamento mostra um fenômeno considerado improvável até pouco tempo: a ascensão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como uma ameaça real à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).+ Governo Lula é reprovado por 54,7% dos brasileirosO que mais preocupa a cúpula petista é o mapa eleitoral que está se desenhando. Quase unanimidade entre os mais pobres e no Nordeste, Lula agora vê esse eleitorado tradicional demonstrar insatisfação.A distância para o adversário, que era confortável, encolheu de forma abrupta. Em agosto do ano passado, a diferença entre os dois era de 16 pontos percentuais. Em dezembro, caiu para 10 pontos e, na pesquisa mais recente, a vantagem do atual presidente diminuiu para apenas 5 pontos.Nos corredores do poder, o diagnóstico é de que o governo perdeu a conexão com a base que o elegeu. Diante desse cenário de erosão da popularidade, a estratégia de sobrevivência política passa a ser a injeção de ânimo na economia via medidas populares. O governo aposta em medidas como o fim da escala 6×1 e a ampliação da isenção do IR (imposto de renda) para reverter essa tendência.A avaliação é que o trabalhador precisa sentir a diferença no bolso e na rotina antes de ir às urnas. O fim da escala 6×1 beneficiaria diretamente os trabalhadores, enquanto a ampliação da isenção do IR permitiria que mais brasileiros guardassem esse dinheiro para atividades de lazer ou necessidades domésticas.Apesar do discurso de que a segurança pública tem apresentado melhora nos índices de percepção, os dados mostram que a rejeição ao atual mandatário só faz crescer.Enquanto isso, do outro lado da disputa, o fenômeno da transferência de votos se consolida: Jair Bolsonaro (PL) tem conseguido transferir seus votos para seu filho Flávio, possivelmente pelo sobrenome compartilhado. O “herdeiro político” se beneficia diretamente da memória do pai, consolidando uma vantagem que parecia improvável no início do governo Lula.Flávio Bolsonaro usou as redes sociais para fazer um ataque direto ao governo petista. Nesta quinta-feira (12), o senador compartilhou um trecho… LEIA MAIS!
