Quem é Nikolas Ferreira? Conheça a trajetória política do deputado federal

eputado mais votado do Brasil em 2022, mineiro virou um dos nomes mais barulhentos da direita e acumula fãs, críticas e controvérsias dentro e fora da política

Nikolas Ferreira se consolidou como um dos personagens mais comentados da política brasileira nos últimos anos. Jovem, ativo nas redes sociais e dono de um discurso direto, o deputado federal ganhou projeção nacional ao unir militância digital, conservadorismo e alinhamento ao bolsonarismo.Nascido em Belo Horizonte, no bairro Cabana do Pai Tomás, Nikolas construiu sua imagem pública defendendo pautas ligadas à moral cristã, aos valores tradicionais e à oposição direta à esquerda. Antes de ocupar cargos eletivos, ele já era conhecido como influenciador político, especialmente no YouTube e no Instagram.Ao longo da trajetória, o parlamentar se tornou presença constante em debates acalorados, sessões da Câmara e polêmicas que frequentemente extrapolam o ambiente político e viralizam nas redes.Nikolas Ferreira de Oliveira nasceu em 30 de maio de 1996 e é formado em Direito pela PUC-MG. Filho de Ruth Ferreira e do pastor evangélico Edésio de Oliveira, ele costuma destacar sua origem periférica como parte central de sua narrativa pública.A entrada oficial na política aconteceu em 2020, quando foi eleito vereador de Belo Horizonte pelo PRTB com 29.388 votos, alcançando a segunda maior votação da história da capital mineira. No mandato, apresentou projetos alinhados à pauta conservadora, como a oposição ao uso da linguagem neutra nas escolas e propostas ligadas à educação básica.Em 2022, já filiado ao PL, Nikolas disputou uma vaga na Câmara dos Deputados com apoio explícito de Jair Bolsonaro. O resultado foi histórico: 1,49 milhão de votos, tornando-se o deputado federal mais votado do Brasil naquele ano e o recordista em Minas Gerais.Mesmo após o TSE condenar o PRTB por fraude à cota de gênero — o que resultou na perda de sua cadeira como vereador —, Nikolas já estava consolidado no cenário nacional como deputado federal.Desde que assumiu o mandato, em fevereiro de 2023, Nikolas Ferreira se posicionou como uma das principais vozes da oposição ao governo Lula (PT). Ele passou a integrar comissões estratégicas, como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Educação e Fiscalização Financeira.Em 2023, atuou como vice-líder do PL e, em 2024, assumiu a presidência da Comissão de Educação da Câmara, movimento visto como uma vitória simbólica do bolsonarismo no Congresso.Entre os projetos e relatórios mais comentados estão o PL 2120/2023, voltado à regulação de plataformas digitais, o PL 1676/2024, que endurece penas para crimes cometidos em situações de calamidade pública, e o PL 1904/2024, que trata da proteção ao nascituro em gestações avançadas.Nikolas se define como “cristão, conservador e defensor da família”. O deputado é crítico ferrenho do feminismo, da chamada “ideologia de gênero” e das políticas progressistas, além de defender o porte de armas e a desregulação do mercado.Durante a pandemia, foi um dos parlamentares mais críticos às medidas de isolamento social e às exigências sanitárias, incluindo o uso de máscaras e o passaporte vacinal. O posicionamento rendeu episódios polêmicos e ampla repercussão nas redes.Em debates sobre direitos LGBTQIA+, Nikolas protagonizou momentos de forte reação pública, incluindo investigações e ações judiciais. Em março de 2025, ele se tornou alvo de uma ação movida por Erika Hilton (PSOL-SP) após a fala: “Pelo menos ela é ela”, durante uma sessão na Câmara, declaração que gerou acusações de transfobia e pedidos de indenização.Outro episódio marcante ocorreu quando afirmou que mulheres estariam perdendo espaço para “homens que se sentem mulheres”, o que motivou pedidos de cassação e novos processos judiciais.Com milhões de seguidores, Nikolas Ferreira transformou as redes sociais em sua principal vitrine política. Seus vídeos, discursos e declarações frequentemente viralizam, impulsionando debates e fortalecendo sua base de apoio.Ao mesmo tempo, o deputado acumula críticas e condenações judiciais, incluindo decisões relacionadas a transfobia, desinformação eleitoral e comentários considerados ofensivos, como o caso envolvendo a influenciadora Thais Carla, quando a comparou a um “globo”.

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