Rival espalha fake news sobre ‘O Agente Secreto’ no Oscar
O diretor Oliver Laxe diz que os votantes brasileiros são ultranacionalistas e que escolheriam até em um "sapato" se fosse do Brasil
O diretor do longa indicado ao Oscar, Oliver Laxe, afirmou em entrevista para um veículo espanhol, dizendo que o volume de votantes do Brasil na Academia do prêmio teria um peso durante a votação. Em sua participação no programa La revuelta, da emissora espanhola TVE, Laxe criticou dizendo que os profissionais brasileiros são “ultranacionalistas” e que votariam em qualquer coisa que viesse do país.”Há muitos brasileiros na Academia, e nós os adoramos… Mas eles são ultranacionalistas. Acho que, se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele”, afirmou o diretor em tom de zombação. A fala foi dita após serem anunciados os indicados ao prêmio. Sirat, filme de Olivier, está na disputa pelas categorias de Melhor Filme Internacional e Melhor Som, enquanto o filme de Kleber Mendonça Filho, O Agente Secreto soma quatro indicações, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator para o protagonista, Wagner Moura.A fala de Laxe sobre um ‘alto número de votantes brasileiros’ é falsa, de acordo com registros oficiais da própria organização. A academia do Oscar é possui cerca de 10,9 mil membros, onde apenas 9,9 mil deles, tem ao voto. E o número de brasileiros que estão permitidos a votar é de 68 pessoas, sendo esse número, 0,6% do total de votantes.Após a premiação do ano passado do mesmo ano, o Oscar convidou dez nomes do Brasil, para fazer parte da organização, incluindo a atriz indicada a ‘Melhor Atriz’, Fernanda Torres.As declarações do diretor franco-espanhol, não agradaram os internautas brasileiros que vieram protestar em seu perfil, após classificarem a fala como xenofóbica. Milhares de usuários foram até a página oficial do filme Sirat no Instagram para defender o cinema nacional.Oliver Laxe chegou a afirmar, ainda na mesma entrevista, que a vitória é um tema secundário. “Ganhar prêmios é um bônus. O melhor mesmo é fazer filmes”.Um post compartilhado por Rolling Stone Brasil (@rollingstonebrasil)
