Saiba quando é a hora de se preocupar ao sentir tontura

Sinais de alerta incluem déficit neurológico súbito, dor torácica, palpitações e perda de consciência, além de quadros persistentes sem explicação

Um quadro de tontura pode surgir de forma abrupta durante atividades comuns, como conversas, deslocamentos ou tarefas profissionais, criando sensação de giro, instabilidade ou flutuação. Esse sintoma costuma ser benigno, mas determinados cenários requerem atenção imediata. As informações são do O GLOBO.Na maior parte das situações, a tontura decorre de alterações do labirinto, desidratação, queda de pressão ou efeito de medicamentos usuais. O sistema vestibular integra dados de movimento, posição corporal e equilíbrio. Quando ocorre inflamação, como na neurite vestibular, ou deslocamento de cristais, como na vertigem posicional paroxística benigna, sinais desencontrados chegam ao cérebro e produzem a percepção de rotação acompanhada de náusea, suor frio e dificuldade de marcha.Sensações de balanço sem giro costumam relacionar tontura à queda de pressão. Dias quentes, longos períodos em pé, baixa ingestão de líquidos ou uso de anti-hipertensivos e diuréticos favorecem esse quadro. Na hipotensão ortostática, muito frequente em idosos, a pressão despenca ao levantar por falha no ajuste do fluxo sanguíneo cerebral, gerando apagamento visual, fraqueza nas pernas e necessidade de apoio. Há risco de quedas, especialmente em pessoas com fragilidade óssea ou mobilidade reduzida, por isso medir pressão em posições distintas e revisar tratamentos faz parte do cuidado adequado.O coração também pode originar tontura. Arritmias, bradicardias e cardiopatias comprometem o envio de sangue ao cérebro e criam sensação de desmaio iminente, geralmente acompanhada de mal-estar, visão escurecida ou palpitações. Qualquer quadro associado a palpitação, dor torácica ou perda de consciência demanda avaliação urgente.Eventos vasculares no cerebelo, embora menos comuns, podem iniciar com tontura súbita, intensa e incapacitante. Sinais como dificuldade de coordenação, fala alterada e incapacidade de permanecer em pé configuram emergência.Aspectos emocionais também interferem. Situações de tensão, exposição a ambientes desafiadores ou sobrecarga podem levar à hiperventilação, reduzindo gás carbônico no sangue e provocando flutuação, formigamento em extremidades e instabilidade. A repetição dessas respostas cria ciclo em que ansiedade e tontura se alimentam mutuamente, confundindo quem sente e profissionais envolvidos no cuidado.Três condições exigem atenção: tontura acompanhada de déficit neurológico súbito, presença de dor torácica, palpitações ou perda de consciência e quadros persistentes ou recorrentes sem explicação, que justificam investigação otoneurológica.Tontura assusta, mas também orienta. O sintoma sinaliza desequilíbrios ligados a hidratação, sono, organização da rotina e atenção aos limites corporais. Reconhecer esses avisos ajuda a restabelecer estabilidade física e prevenir complicações.

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