Silvia Buarque abre o jogo sobre depressão, câncer e carreira fora das telas

Reprodução/@silviabuarque

Aqueles que assistem a atuação de Silvia Buarque em “Homem Onça”, filme que lançou em agosto deste ano, até se deixam contaminar pelo seu olhar triste e intenso na trama. Mal sabiam os espectadores, no entanto, que aquele estaria sendo um momento difícil na vida da atriz, indo além de toda a melancolia que diz respeito apenas às agonias de um Brasil retratado no filme, protagonizado pelo ex-marido da atriz, Chico Diaz.  A filha de Chico Buarque e o marido estavam se separando enquanto rodavam o filme de Vinicius Reis, que estreia no Canal Brasil no próximo dia 7 de outubro.

Em entrevista ao jornal EXTRA, a atriz, que emendou três casamentos, dos 19 aos atuais 52 anos, comentou sobre o fim da relação, da filha Irene, de 15 anos, e da mudança de Chico para Portugal, além de relembrar a sua luta contra a depressão e o câncer de mama.

“Tive um câncer de mama leve em 2014. Deu para tirar só no local. Fiz radioterapia e, quando terminou, veio a depressão. De 2014 a 2017, oscilei. Passei a tomar remédio para dormir”, disse ela, que chegou a desmentir a imprensa sobre ser diagnosticada com câncer. “Quando minha filha ia para a escola, eu capotava até ela voltar. Me ajeitava, disfarçava, achava que ela não percebia. Não tinha ânimo para vencer um dia inteiro. Comecei a gostar da onda do remédio. Levei um tombo no banheiro, me machuquei. Fui a cinco psiquiatras até me acertar no antidepressivo. Não tive forças para assumir tudo isso na época. Agora, estou bem. Tem dois meses que não tomo antidepressivo”, completou.

Ser filha de uma celebridade como Chico Buarque também não era algo simples. Entretanto, Silvia não poupou elogios ao patriarca ao comentar sobre como a relação dos dois se estreitou.

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“Lembro de andar na rua com a minha mãe e dizerem: “Olha lá, a mulher do Chico Buarque”. As meninas mais velhas da escola apontavam para mim rindo. Quem mandava era minha mãe, mais durona. Saí de casa aos 20 e me aproximei mais do meu pai. Ele era solícito, buscava a gente nas noitadas, procurava coisas na enciclopédia. Mas quem organizava nossas vidas era ela.”

Silvia ainda comentou sobre a sua carreira fora das telinhas e revelou que, apesar de ter escolhido o teatro por opção própria, sente falta dos benefícios da televisão.

“Fiz duas peças infantis e logo fui para a TV. Primeiro, a Manchete e depois, a Globo. Dos 18 aos 23 anos só fiz TV. Nos anos 1990, me apaixonei pelo teatro de encenador. A princípio, foi uma escolha minha pelo teatro. Depois, a falta de convite para a TV. O salário e a visibilidade da TV me fazem falta. Não me faz falta nenhuma ser famosa. Pelo contrário, odeio isso. Até porque, muita coisa é por causa dos meus pais”, contou.

CASAMENTO DE CHICO BUARQUE

Chico Buarque e Carol Proner se casaram no sábado, 18 de setembro. A cerimônia foi registrada e compartilhada pela página oficial do cartório de Itaipava, no Rio de Janeiro. O músico e a jurista estão juntos desde 2017.

“Para nós celebrar casamentos é sempre uma emoção, mas hoje com o ícone da música brasileira a emoção foi ainda maior! Tivemos a honra de celebrar a união de Chico Buarque e Carol Proner! Desejamos toda a felicidade do mundo aos noivos”, informa o post na página do cartório.

A página do Instagram Chico para todos, um perfil administrado por fãs do artista, compartilhou vídeo de um beijo dos dois após a cerimônia.

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CASAS SEPARADAS

Chico Buarque e a advogada Carol Proner fogem daquela máxima que diz que “quem casa quer casa”. O cantor e compositor de 77 anos e a advogada de 47 pretendem permanecer exatamente como estão: cada um no seu quadrado.

“Eles moram no mesmo prédio no Leblon, mas em apartamentos diferentes”, confidenciou uma amiga do casal à revista Veja.

Juntos e apaixonados desde 2017, eles não pretendem mexer na dinâmica do relacionamento, que vai muito bem.

De uma maneira bem discreta, como mantém o relacionamento desde o início, Chico e Carol oficializaram a união num cartório em Itaipava, na Região Serrana do Rio de Janeiro.

O músico se isolou em uma casa alugada na região, onde aproveitou para escrever seu primeiro livro de contos, “Anos de Chumbo”, com lançamento em outubro.

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