Silvio Santos e pegadinha do SBT aparecem em arquivos do caso Jeffrey Epstein
Documentos recentemente divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, relacionados ao caso de Jeffrey Epstein, mencionam o nome de Silvio Santos. O material faz parte de um acervo com mais de três milhões de páginas envolvendo investigações sobre o financista, acusado de comandar um esquema de exploração e tráfico sexual.
Documentos recentemente divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, relacionados ao caso de Jeffrey Epstein, mencionam o nome de Silvio Santos. O material faz parte de um acervo com mais de três milhões de páginas envolvendo investigações sobre o financista, acusado de comandar um esquema de exploração e tráfico sexual.O apresentador e fundador do SBT aparece citado em um e-mail recebido por Epstein em 13 de janeiro de 2014. A mensagem foi enviada por Boris Nikolic, ex-conselheiro de Bill Gates, e reproduz na íntegra uma reportagem publicada pelo jornal britânico The Times.O artigo mencionado no e-mail apresentava uma pesquisa da YouGov sobre as pessoas mais admiradas do mundo em 2014. Naquele ano, Bill Gates liderava o ranking global, ao lado de nomes como Barack Obama e Papa Francisco.Silvio Santos foi citado em um trecho dedicado a líderes empresariais admirados internacionalmente. No levantamento, o comunicador brasileiro apareceu na quarta posição entre as personalidades mais admiradas no Brasil. O texto do The Times descrevia: “Silvio Santos, magnata da mídia, ficou em 4º no Brasil”.Apesar da menção, os documentos não indicam qualquer relação entre Silvio Santos e Jeffrey Epstein, tampouco ligação com os crimes atribuídos ao financista.O nome do fundador do SBT também aparece no acervo em outro contexto: uma pegadinha exibida em seu programa de televisão.No vídeo citado nos arquivos, um ator fantasiado de operário se esconde próximo a uma placa com a inscrição “em obra” e utiliza um extintor de incêndio para assustar pedestres. Em algumas situações, mulheres que vestiam saia ou vestido tiveram partes do corpo expostas durante a gravação.Não há, no entanto, qualquer indicação de vínculo entre a exibição da pegadinha e as investigações criminais envolvendo Epstein.Jeffrey Epstein foi condenado em 2008 por solicitação de prostituição de menor de idade. Em 2019, voltou a ser preso sob acusações de tráfico sexual e conspiração para exploração de menores. Ele morreu no mesmo ano, em uma prisão de Nova York, enquanto aguardava julgamento.A divulgação dos documentos reacendeu o interesse público sobre nomes citados nos arquivos, embora a simples menção não represente envolvimento direto com os crimes investigados.
