STF marca julgamento sobre morte de Marielle Franco e Anderson Gomes; Saiba detalhes

Agendamento ocorreu um dia depois que o relator, ministro Alexandre de Moraes, liberou o caso para análise

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, presidente da Primeira Turma, marcou para 24 e 25 de fevereiro o julgamento dos réus acusados pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes.O relator da ação penal, ministro Alexandre de Moraes, requisitou que o colegiado estabelecesse a data do julgamento e solicitou a opinião da Procuradoria-Geral da República (PGR). Após a conclusão da instrução e apresentação das alegações finais pelas assistentes de acusação e defesas, ele declarou que o processo está pronto para ser analisado.Serão julgados o ex-deputado Chiquinho Brazão, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) Domingos Brazão, o delegado Rivaldo Pereira Barbosa, o major Ronald Paulo Pereira e o policial militar reformado Robson Calixto Fonseca. Eles são acusados de encomendar o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, em 2018.A Primeira Turma já acatou a denúncia apresentada em maio pela PGR, que acusa os réus pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio e organização criminosa. Para o órgão, as provas obtidas na investigação comprovam a participação dos acusados no crime.Segundo a investigação da Polícia Federal, o assassinato de Marielle Franco estaria ligado à postura da vereadora contrária aos interesses do grupo político liderado pelos irmãos Brazão, que teriam envolvimento com disputas fundiárias em áreas sob controle de milícias no Rio de Janeiro.Nos depoimentos prestados na fase de instrução do processo, os acusados negaram qualquer envolvimento no assassinato, afirmando não ter tido participação nos crimes.Todos os interrogatórios foram concluídos em outubro de 2024, e as diligências complementares foram finalizadas em seguida. Alexandre de Moraes estabeleceu prazo para a apresentação das alegações finais em abril de 2025, e todas as manifestações foram entregues até junho.

Carregar Mais Notícias