Suzane von Richthofen pode ser presa novamente após acusação de furto; entenda

Prima lista bens retirados de imóvel e leva denúncia à polícia em meio a batalha judicial por patrimônio

Uma denúncia apresentada esta semana à Polícia Civil de São Paulo acusa Suzane von Richthofen de subtrair objetos da residência de um tio encontrado morto no início de janeiro, na capital paulista. O caso envolve itens como móveis, eletrodomésticos e valores mencionados em boletim formalizado pela prima Silvia Gonzalez Magnani, em meio a conflito familiar por herança. As informações são do O Globo.Condenada pela morte dos pais, Suzane foi citada no documento policial que descreve a retirada de uma lavadora de roupas, um sofá, uma cadeira ou poltrona e uma bolsa com documentos e dinheiro pertencentes ao médico aposentado Miguel Abdalla Netto. A acusação foi apresentada após a parente procurar autoridades e apontar a suposta apropriação indevida de bens existentes no imóvel.A controvérsia se insere em um processo envolvendo o patrimônio deixado pelo médico, estimado em cerca de R$ 5 milhões. Desde a morte, as duas parentes mantêm embate judicial para determinar quem administrará o inventário e quem poderá acessar os bens.Nos autos em tramitação na Vara de Família e Sucessões de Santo Amaro, Suzane declarou ter entrado na casa e retirado alguns objetos, incluindo um veículo Subaru XV, além de ter soldado o portão do local. A versão apresentada sustenta que as medidas buscavam resguardar aquilo que considera ter direito no futuro, antes de qualquer definição judicial sobre a partilha.Com o boletim formalizado, passou a existir acusação por furto. Caso as apurações indiquem crime, a consequência pode incluir retorno ao sistema prisional para cumprir parte restante da pena de 39 anos imposta pelo assassinato dos pais. Atualmente em regime aberto, Suzane deve cumprir condições legais, entre elas não praticar infrações.O histórico familiar inclui outro conflito patrimonial ocorrido após o crime de 2002, quando buscou acesso a bens avaliados em cerca de R$ 10 milhões deixados pelos pais. Na ocasião, Miguel Abdalla Netto recorreu ao Judiciário e conseguiu impedir esse acesso. Décadas depois, o mesmo núcleo familiar volta a enfrentar litígio sobre herança.Silvia declara que manteve relação afetiva com o médico por 14 anos e afirma possuir documentação de união estável, informando que pretende defender nos tribunais a aplicação de impedimento sucessório semelhante ao que afastou Suzane dos bens parentais. Também foi responsável por procedimentos ligados ao sepultamento, sem presença da parente.Miguel morreu em 9 de janeiro de 2026, dentro da casa onde vivia sozinho, no bairro Campo Belo, em São Paulo. O corpo foi localizado em avançado estado de decomposição após um vizinho, portador de chave do imóvel, estranhar a ausência prolongada e entrar na residência. O atestado indicou causa indeterminada e solicitou exames adicionais, levando a investigação policial. Sem pais, irmãos, filhos ou companheira e sem testamento, a sucessão passou a ser definida judicialmente.

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