Tarcísio revela pedido de Bolsonaro que recusaria; saiba qual
Governador afirma que recusaria convite de Bolsonaro
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), colocou um ponto final nas especulações sobre uma possível candidatura ao Palácio do Planalto. Em entrevista concedida nesta terça-feira (27) à rádio Jovem Pan Sorocaba, ele afirmou que não pretende entrar na disputa presidencial, mesmo que o convite parta de Jair Bolsonaro (PL).Segundo Tarcísio, o assunto já foi tratado diretamente com o ex-presidente em uma conversa recente. O governador relatou que deixou clara sua posição ao ser questionado sobre o tema, reforçando que seu foco permanece totalmente voltado à gestão paulista.“Isso (Bolsonaro pedir que eu seja candidato à Presidência) não vai acontecer. Mas eu diria não. Na última visita que fiz a Bolsonaro, quando ele estava em prisão domiciliar, ele me perguntou: ‘Qual é a sua posição na eleição presidencial?’. Eu respondi: ‘A minha posição é ficar em São Paulo’. Eu fui muito contundente”, declarou.Tarcísio também comentou sobre uma nova visita que pretende fazer a Bolsonaro, prevista para esta quinta-feira (29), após um encontro anterior ter sido cancelado. Segundo ele, a conversa não terá foco político, mas sim pessoal.“Vai ser um papo de amigo. Vou falar de amenidades, ver se ele está precisando de alguma coisa, falar da solidariedade e do carinho que tenho por ele e do que a gente está fazendo aqui fora para ajudá-lo. Todo mundo pensa que vou falar sobre eleição, mas eu não costumo falar de política com ele. Procuro sempre mostrar que estou do lado dele, porque foi alguém que abriu uma porta importante para mim. Por isso, sempre terá a minha consideração”, afirmou.Apesar de descartar qualquer protagonismo eleitoral, o governador deixou claro que já tem um nome para apoiar na disputa presidencial. Ele garantiu que seguirá a indicação de Bolsonaro e declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).“Ele escolheu o Flávio, então meu candidato é o Flávio. Não tenho problema nenhum em relação a isso”, disse Tarcísio, acrescentando que considera natural que o ex-presidente confie em alguém da própria família para representá-lo politicamente.
