Tati Machado fala sobre o luto no Mais Você: ‘Não tinha coragem de sair de casa’

Tati Machado retornou ao Mais Você nesta segunda-feira (28) e dividiu com o público detalhes de sua caminhada após a perda do filho Rael. Ao lado de Ana Maria Braga, a apresentadora falou sobre como decidiu tornar pública essa fase delicada, relatando que o gesto pode ajudar outras pessoas em situação semelhante.

Tati Machado retornou ao Mais Você nesta segunda-feira (28) e dividiu com o público detalhes de sua caminhada após a perda do filho Rael. Ao lado de Ana Maria Braga, a apresentadora falou sobre como decidiu tornar pública essa fase delicada, relatando que o gesto pode ajudar outras pessoas em situação semelhante.Tati explicou que a entrevista concedida ao Fantástico, exibida no domingo (27), foi uma forma de abrir um espaço para o diálogo.“Às vezes, o que a gente pode fazer trabalhando assim na televisão, sendo vista por tantas pessoas, é virar e falar porque alguém em casa vai virar e vai falar assim ‘Puxa, eu não estou sozinha’”, disse.Ela ressaltou que sentia necessidade de se expressar. “Eu estava engasgada. Eu não tenho problema de falar, falo muito sobre a morte do meu pai, não é uma coisa que eu escondo, nem quero esconder”, relatou.No programa, a apresentadora revelou que nesta manhã entrou no quarto preparado para a chegada de Rael.“Hoje de manhã eu abri o quarto. Eu já tinha entrado uma outra vez, mas hoje de manhã quando estava passando assim eu abri. Senti aquele cheirinho de quarto de bebê e lembrei”, contou. “O Rael, ele não está ali naquele quarto, ele está no lugar que é muito mais presente, no meu coração”.Ela também comentou como pequenos detalhes da rotina, como o álcool 70 e o cotonete, trazem sentimentos difíceis. “As coisas mais difíceis são o álcool 70, o cotonetezinho…”, disse.Tati afirmou que buscou se manter ativa por meio do trabalho, como forma de encontrar um novo eixo após o baque. “Quando tudo acontece e fico de colo vazio, sem meu trabalho, eu precisava arrumar alguma coisa para fazer”.Ela contou que recebeu apoio de amigos, familiares e do companheiro, Bruno. No entanto, destacou que nem todos têm esse suporte e, por isso, desejava acolher outras pessoas que vivem o luto em silêncio.“Sei que muitas pessoas passam por isso se sentindo sozinhas, não tendo um Bruno, uma família por perto, amigos”, pontuou.Tati Machado estava no oitavo mês de gestação quando recebeu a notícia de que o bebê tinha perdido os batimentos cardíacos.

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