Thiago Braz é bronze no salto com vara

D. Maria do Carmo pediu o ouro, mas não deu. De qualquer forma, numa brilhante performance, Thiago Braz conquistou a medalha de bronze na decisão do salto com vara, nesta terça-feira, 03 de agosto, em Tóquio.

Por vídeo, a avó do atleta e a esposa, Ana Paula de Oliveira, reforçaram a torcida pelo paulista de Marília. E expectativa era de que ele repetisse o ouro conquistado nos Jogos do Rio, em 2016.

“Meu neto, vai com tudo, traz o ouro para a avó porque a avó gosta de ouro. Para mim você vai ser o melhor, o campeão”, disse Maria do Carmo, momentos antes da final.

Sem contato com a mãe desde os primeiros anos da infância, Thiago Braz foi criado pelos avós e os chamam de pais. O avô, Orlando, faleceu em 2020. A mulher do medalhista olímpico, Ana Paula de Oliveira, também atleta da modalidade, desde 2014.

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Em Tóquio Thiago não recebeu a mesma energia do estádio lotado na Rio-2016, já que o Estádio Nacional estava sem público, por conta das restrições impostas à pandemia da Covid-19. A medalha de bronze, contudo, teve uma coincidência em relação ao ouro do passado: ele foi conquistada após um erro do francês Renaud Lavillenie.

Aos 27 anos, Thiago torna-se o quarto atleta a ir ao pódio olímpico na mesma prova em duas edições seguidas.

HAVIA PEDRAS NO MEIO DO CAMINHO

Mesmo sendo o atual campeão olímpico, Braz fez um ciclo muito apagado e não conseguiu resultados relevantes. Sua melhor marca nos últimos cinco anos, por exemplo, foi 5,92m, obtida em 2019, bem distante dos 6,03m que deram a ele o recorde olímpico na Rio-2016.

Depois do ouro, o paulista de 27 anos sofreu para retomar o ritmo, trocou de técnico, ficou sem clube e se afastou da elite do salto com vara. Mas ressurgiu no momento que mais importava, conquistando o segundo pódio olímpico da carreira com a marca de 5,87 metros.

PASSO A PASSO DO BRONZE

Thiago começou saltando para 5,55m. Ele passou com tranquilidade e subiu o sarrafo para 5,70m. Diferente da altura anterior, o brasileiro errou seu primeiro salto e só obteve êxito na segunda chance. O mesmo aconteceu em 5,80m: falhou de primeira, mas passou de segunda. Thiago cresceu na prova e conseguiu passar de primeira em 5,87m. 

A esta altura, dez atletas já haviam sido eliminados e apenas quatro ainda estavam na prova: além de Braz, Armand Duplantis, Christopher Nilsen e o próprio Lavillenie. Thiago era o segundo colocado, atrás apenas de Nilsen, que não cometeu nenhum erro, enquanto Duplantis era o terceiro, com 5,80m, que optou por não pular 5,87m, mas obteve êxito em 5,92m.

Lavillenie era a principal ameaça ao pódio brasileiro. O francês fez uma prova complicada, pois estava lesionado. Sua trajetória foi “poupada”: seu único salto válido veio à altura de 5,70m, já que ele não quis saltar em 5,55m e em 5,80m. Em 5,87m, ele errou sua primeira tentativa e subiu o sarrafo para 5,92m, na tentativa de ir ao pódio. O francês não conseguiu e deu o pódio ao brasileiro.

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Thiago também errou as três tentativas para 5,92m, mas pouco importava, já que o pódio já estava garantido. Nilsen e Duplantis passaram de primeira em 5,92m e passaram a travar um duelo pelo ouro. Eles voltaram a obtiveram êxito em 5,97m na primeira chance – recorde pessoal do estadunidense – e Duplantis bateu 6,02m na sequência.

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