Tio de adolescente morto acusa amigo de piloto de armar emboscada
Família reforça suspeita de planejamento na morte de Rodrigo Castanheira, que morreu após agressão em Águas Claras
No sábado (07/02), o tio de Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, afirmou que amigo do piloto Pedro Turra, de 19 anos, teria planejado uma emboscada contra o adolescente em Águas Claras, no Distrito Federal.O jovem estava internado desde 22 de janeiro e morreu em decorrência das complicações da agressão. As informações são do Metrópoles.Em entrevista, Flavio Henrique Fleury declarou que “[No dia do crime] eles esperaram várias vezes dando voltas no quarteirão esperando o Rodrigo estar sozinho. Um cara de 1,90m pegar um garoto de 1,65m é totalmente desproporcional, não é briga de adolescente. Não foi uma briga, foi execução.” Ele acrescentou que aguarda ação da Justiça para responsabilizar envolvidos: “Acredito muito que a Justiça vai atrás, vai condenar. Por ele ser menor de idade, acredito que devam ir atrás dos pais dele.”Flavio também refletiu sobre a perda e a injustiça sentida pela família, afirmando: “É muito complicado pensar que um garoto como o Rodrigo foi morto de graça. Um jovem com um futuro enorme, um garoto maravilhoso… Um rapaz resolveu matá-lo e pronto.” Sobre os pais de Turra, comentou que sofrerão consequências emocionais, ressaltando que “a educação, quando é dada na Justiça, dói muito mais do que a educação dos pais”.O tio descreveu Rodrigo como ativo e apaixonado por esportes: “Ele tinha elo com futebol, paixão pelo futebol, por esporte. Era um menino que não parava, muito atleta, muito ativo. Era muito difícil vê-lo numa cama. Com certeza ele está num lugar bem melhor.” Ele ainda mencionou possível doação de órgãos, mas sem definição final.O conflito começou na noite de 22/01, após Turra jogar um chiclete em amigo de Rodrigo, que provocou reação. Durante a agressão, o adolescente bateu violentamente a cabeça contra um carro e sofreu traumatismo craniano. Vídeos mostram Turra desferindo o soco que resultou na lesão.A investigação indica histórico de violência do piloto, incluindo uso de taser contra outra jovem, comportamento classificado como “sociopata” pelo delegado Pablo Aguiar. Turra foi preso preventivamente em 30/01 e permanece detido no Complexo da Papuda. A acusação inicial de lesão corporal grave deve ser reclassificada para crime preterdoloso, com pena prevista de quatro a 12 anos.A família de Pedro Turra emitiu nota por meio do advogado Daniel Kaefer: “Em nome da família de Pedro Turra, com profundo respeito e sincera solidariedade, lamentamos o falecimento de Rodrigo Castanheira… neste momento de imensa dor, nos unimos aos pais, familiares e amigos, expressando nossas mais sentidas condolências e desejando que encontrem amparo, conforto e força para atravessar este período de luto.”O Superior Tribunal de Justiça negou habeas corpus do piloto em 06/02, mantendo a prisão em cela individual, conforme decisão do diretor-geral do Complexo Penitenciário.
