Tratamento desafiador de Poliana Rocha é explicado por especialista: ‘Maior risco’
Aos 49 anos, influenciadora Poliana Rocha, esposa de Leonardo, chegou a desabafar sobre sintomas de diagnóstico nas redes sociais; confira!
Recentemente, a influenciadora Poliana Rocha, aos 49 anos, abriu o coração nas redes sociais ao contar sobre as dificuldades que tem enfrentado durante a menopausa. Nos vídeos compartilhados, a esposa de Leonardo explicou que escolheu falar publicamente sobre o tema para apoiar e orientar outras mulheres que também vivenciam essa fase da vida.Diante da repercussão, conversamos com a ginecologista Beatriz Tupinambá, especialista em climatério e menopausa, que deu mais detalhes sobre o tratamento adotado por Poliana Rocha. “A terapia de reposição hormonal é considerada hoje o tratamento mais eficaz e com maior segurança terapêutica”, inicia a profissional, que na sequência falou sobre os benefícios da reposição hormonal.”Ela melhora significativamente a qualidade do sono e do humor, aumenta a energia e a disposição, preserva a massa óssea e a massa magra, oferece proteção metabólica, cardiovascular e neurológica, além de promover a recuperação da saúde vaginal, da vida sexual e da libido. Portanto, são muitos benefícios imediatos para a qualidade de vida, assim como benefícios a longo prazo, como a diminuição do risco cardiovascular, muscular e de doenças neurodegenerativas”, explica.Beatriz também aproveitou para esclarecer os possíveis riscos: “Sabe-se que, hoje em dia, a reposição hormonal não aumenta o risco trombótico quando realizada da forma correta, especialmente se iniciada durante a chamada “janela de oportunidade”. Também não aumenta o risco de câncer de mama; ao contrário, reduz, por exemplo, o risco de câncer de intestino. Assim, o maior risco cardiovascular ou de trombose decorre do processo de envelhecimento e não da reposição hormonal em si”, ressalta.”Quanto à necessidade de individualização, cada mulher vive a menopausa de forma única — como se fosse uma impressão digital. Existem mulheres com metabolismo diferente, histórico familiar distinto e sintomas variados. Por isso, não existe um tratamento padrão, e sim um tratamento personalizado. Cada mulher precisará de uma dose hormonal específica, de suplementos diferentes ou de tratamentos complementares próprios. O tratamento da menopausa, além de individualizado, é multifatorial”, alerta a Dra.De acordo com a médica, alguns sinais listados pela mãe de Zé Felipe indicam que chegou a hora de buscar ajuda profissional. “Quando você começar a perceber alterações no sono, irritabilidade, aumento da ansiedade, oscilações de humor, queda de libido, irregularidade menstrual, ganho de peso, dificuldade para emagrecer, ressecamento vaginal, dor na relação sexual e cansaço extremo, todos esses sinais apontam para a necessidade de buscar ajuda. A presença de ondas de calor também facilita a conexão com os sintomas da menopausa”, detalha.”Como eu disse, o tratamento da menopausa é multifatorial. É necessário atuar por várias vias, e a mudança do estilo de vida é fundamental. Praticar atividade física altera completamente a intensidade dos sintomas e o direcionamento deles, sendo uma forma de manter o controle da própria saúde nas suas mãos. Assim, a prática regular de exercícios, aliada a uma alimentação totalmente anti-inflamatória — descascar mais e desembalar menos, reduzir álcool e açúcar — potencializa a redução dos sintomas”, esclarece.Em seguida, ela destaca a importância de ter boas noites de sono. “A higiene do sono também é essencial: manter horários regulares para dormir e acordar, dormir cedo e manter o quarto completamente escuro interfere de maneira significativa no bem-estar”.Outro fator importante é o consumo de suplementos. “A suplementação direcionada para mulheres 40+ e 50+ também faz diferença. Otimizar níveis de vitamina D, B12, B9, creatina, além de suplementos como ômega-3, zinco e B6, é muito importante para esse período”, diz Beatriz.Existem ainda tratamentos com tecnologias, como o laser íntimo, que ajuda na atrofia vaginal, na dor durante a relação e na perda urinária. “Procurar um fisioterapeuta pélvico para avaliar a musculatura da região também é muito importante”, frisa a especialista.”E, claro, há as terapias de reposição hormonal. Assim, é preciso entender que o tratamento da menopausa é realmente complexo: não envolve apenas hormônios, mas também saúde física, saúde mental, suplementação e todo o estilo de vida. É um tratamento que integra tudo isso — a fisiologia da saúde física, mental, sexual e até espiritual — para proporcionar um excelente resultado”, conclui.
