Valentino morre aos 93 anos e deixa herança milionária para dois brasileiros discretos; quem são eles
Discretos e pouco conhecidos do grande público, os dois brasileiros sempre fizeram parte do círculo íntimo do estilista italiano.
Após a morte de Valentino Garavani, nesta segunda-feira, 19, em Roma, aos 93 anos, o mundo da moda voltou seus olhos não apenas para o legado deixado pelo estilista, mas também para um detalhe que chama atenção fora do eixo europeu. Parte da fortuna construída ao longo de décadas pode ter como destino dois brasileiros que sempre circularam de forma discreta ao redor do criador italiano.Anthony e Sean Souza, filhos do brasileiro Carlos Souza, embaixador global da grife Valentino, com a socialite Charlene Shorto, aparecem como nomes centrais nas conversas sobre a sucessão patrimonial do estilista. A relação entre eles e Valentino nunca foi apenas protocolar. Os irmãos eram afilhados do criador e conviveram com ele em diferentes fases da vida, frequentando desfiles, eventos e encontros reservados do jet-set internacional.Apesar da proximidade com um dos maiores nomes da história da moda, Anthony e Sean sempre optaram por uma vida longe da exposição excessiva. Ainda assim, a morte de Valentino reacendeu a curiosidade do público sobre quem são esses brasileiros que podem herdar parte de um dos patrimônios mais simbólicos do universo fashion.Quem foi Valentino Garavani e por que sua herança desperta curiosidadeValentino Garavani construiu um império baseado em elegância, disciplina estética e uma visão muito própria do luxo. Nascido na Itália, ele fundou sua maison ainda jovem e, ao longo de mais de quatro décadas, transformou seu nome em sinônimo de sofisticação absoluta. Vestiu primeiras-damas, atrizes, princesas e mulheres que buscavam não apenas roupas, mas identidade e poder traduzidos em tecido.Mesmo após se afastar oficialmente da criação, Valentino permaneceu como uma figura central da moda internacional, preservando sua imagem, seu legado e uma fortuna construída com rigor e estratégia. Sem filhos biológicos, o estilista sempre cultivou laços afetivos fortes com pessoas próximas, especialmente aquelas que fizeram parte de sua trajetória pessoal e profissional.É nesse contexto que os afilhados brasileiros ganham relevância. A relação com a família Souza se consolidou ao longo dos anos, em uma convivência que extrapolava o ambiente de trabalho. A herança de Valentino, portanto, não é vista apenas como uma divisão de bens, mas como a continuidade simbólica de vínculos construídos fora dos holofotes.Criados em um ambiente internacional, Anthony e Sean Souza tiveram trajetórias distintas, mas sempre conectadas a um universo cosmopolita. Sean, por exemplo, foi criado na Europa, estudou em Londres e conviveu desde cedo com o mundo da moda e da alta sociedade. Apesar de ter feito algumas aparições em passarelas, nunca demonstrou interesse em seguir carreira como modelo. Após concluir os estudos, optou por um período sabático na Índia, onde passou a se dedicar à ioga, à meditação e a práticas ligadas ao autoconhecimento.Anthony, por sua vez, trilhou um caminho mais ligado à música. Atuou como DJ e chegou a trabalhar como engenheiro de som da banda Coldplay, experiência que reforçou sua relação com o cenário artístico internacional, mas longe do glamour tradicional da moda.Mesmo com escolhas de vida distintas, os irmãos mantiveram o vínculo com Valentino, sendo vistos em momentos importantes da trajetória do estilista. Essa proximidade ajuda a explicar por que seus nomes surgem agora como possíveis herdeiros de parte da fortuna deixada pelo criador italiano.Com a morte de Valentino Garavani no dia 19, o mundo da moda se despede de um de seus maiores ícones, enquanto acompanha com atenção os desdobramentos de sua sucessão. Para Anthony e Sean Souza, o legado vai além do valor financeiro. Trata-se da herança de uma convivência íntima com um homem que ajudou a definir o conceito de elegância no século XX e cuja história continua despertando fascínio mesmo após sua partida.
