Vídeo mostra Orelha andando após horário estimado da agressão; VEJA
Material divulgado após conclusão do inquérito questiona linha do tempo indicada pela polícia em Santa Catarina
A defesa do adolescente apontado como autor das agressões contra o cão comunitário Orelha divulgou imagens que mostrariam o animal andando pela vizinhança por volta das 7h de 4 de janeiro, horário posterior ao estimado pela Polícia Civil para o ataque, e contestou a acusação após a conclusão do inquérito na terça feira (3) em Santa Catarina. As informações são do g1 SC e NSC TV.Segundo os advogados, o vídeo contradiz a cronologia apresentada pela investigação, que situou o ataque por volta das 5h30 e pediu a internação provisória do jovem. A delegada responsável confirmou a autenticidade das imagens, mas destacou que a corporação não afirmou que o cão morreu logo após as agressões e que relatos indicam agravamento do estado de saúde ao longo de dois dias.À NSC TV, o advogado Alexandre Kale afirmou que as imagens revelam a “fragilidade dos indícios” e sustentou que não existem gravações do momento do ataque nem testemunhas diretas. Ele acrescentou que não é possível estabelecer com precisão o momento da morte do animal. “Seria muito leviano afirmar o exato momento em que o cachorro teria sido morto. O período em que ele desapareceu é muito longo”, disse.A delegada informou que testemunhas viram o cão ferido no dia 4 e que pessoas envolvidas no resgate relataram piora no dia seguinte. Laudos e depoimentos indicam que o ferimento evoluiu com o tempo e que a lesão na cabeça não causaria morte imediata, sendo compatível com agressão anterior. “Em nenhum momento a Polícia Civil confirmou a versão de que esse animal teria sido agredido até a morte. Desde o início das investigações, por meio de testemunhas, de pessoas que viram o animal machucado no dia 4 e de pessoas que o resgataram no dia 5”, explicou.A apuração também incluiu análise de câmeras de segurança que, segundo os investigadores, apontam inconsistências no depoimento do adolescente. O delegado Renan Balbino declarou que o jovem “se contradisse em diversos momentos e omitiu fatos importantes para a investigação”. Imagens mostram o suspeito deixando o condomínio onde estava hospedado às 5h25 e retornando às 5h58, apesar de ter afirmado que permaneceu na área da piscina.De acordo com o inquérito, o animal foi encontrado gravemente ferido na praia no dia 5 de janeiro e morreu após atendimento veterinário. Relatos de socorro indicaram lesões severas na cabeça e no olho esquerdo, além de desidratação. O laudo da Polícia Científica concluiu que houve um golpe intenso na cabeça, possivelmente por chute ou objeto contundente.Durante a apuração, 24 testemunhas foram ouvidas e oito adolescentes passaram por verificação. Peças de roupa atribuídas ao jovem também foram apreendidas após um familiar tentar ocultar um boné e apresentar comportamento considerado suspeito durante inspeção da bagagem, sendo posteriormente comparadas com imagens coletadas pelos investigadores.Veja o vídeo:
