Violação da tornozeleira de Bolsonaro: saiba o que ainda falta descobrir

Veja avanços da apuração e pontos ainda em aberto

Neste sábado (27), informações encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal confirmaram que Jair Bolsonaro tentou abrir a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda, ação reconhecida pelo próprio ex-chefe do Executivo e utilizada como fundamento para a prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes. As informações são do O Globo.De acordo com relatos entregues por equipes da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, o ex-mandatário afirmou ter recorrido ao equipamento por “curiosidade”. O material enviado à Corte inclui um vídeo que exibe o dispositivo com danos extensos e o diálogo entre Bolsonaro e a diretora adjunta do Cime, Rita Gaio.O relatório do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica informa que “o equipamento possuía sinais claros e importantes de avaria. Haviam marcas de queimadura em toda sua circunferência, no local de encaixe/fechamento do case”. O documento também menciona que Bolsonaro “informou que fez uso de ferro de solda para tentar abrir o equipamento”. Além disso, o vídeo encaminhado ao STF expõe o dispositivo queimado e registra perguntas feitas por Rita Gaio, acompanhadas das respostas do ex-presidente: “Meti ferro quente aí. Curiosidade” e “Não, ferro de solda”.Outro ponto não esclarecido é o horário exato em que a manipulação começou. Embora o sistema tenha emitido um alerta às 0h07 de sábado, Bolsonaro declarou ter começado a utilizar o ferro de solda ainda no fim da tarde, conforme diálogo em que Rita Gaio pergunta “Que horas o senhor começou a fazer isso, seu Jair?” e recebe como resposta “Lá pro final da tarde”.A motivação permanece restrita à “curiosidade” mencionada pelo ex-mandatário. Moraes determinou prazo de 24 horas para que a defesa apresente esclarecimentos adicionais: “Dessa maneira, determino que a defesa de Jair Messias Bolsonaro manifeste-se, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, sobre a violação do equipamento (“tornozeleira eletrônica”)”. No mesmo dia, o advogado Paulo Cunha Bueno visitou a Superintendência da Polícia Federal, criticou a prisão ao deixar o local e optou por não comentar o tema.

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