Volta Por Cima: Novela mistura referências visuais pop e realista
A novela “Volta Por Cima” estreia com uma proposta visual, antes de mais nada, ousada. A trama mistura referências contemporâneas com uma estética vintage que resgata a cultura suburbana do Rio de Janeiro.
A novela “Volta Por Cima” estreia com uma proposta visual, antes de mais nada, ousada. A trama mistura referências contemporâneas com uma estética vintage que resgata a cultura suburbana do Rio de Janeiro.A produção conta com um cuidado minucioso em cada detalhe de sua construção artística. Dessa forma, desenvolve um universo que se conecta diretamente com o público.A direção de arte, liderada por Billy Castilho, trouxe elementos da street art para a novela. As cores vibrantes e marcantes dominam o cenário, inspiradas sobretudo nas obras do pintor e muralista Zéh Palito.“A paleta de cor da novela para que a cidade cenográfica fosse supercolorida, assim como os demais cenários. Fui construindo o quebra-cabeça trabalhando junto com o figurino, com a produção de arte e a cenografia, traçando os personagens e dando uma personalidade colorida para cada um”, afirmou Billy.Essa abordagem foi essencial para criar a atmosfera realista e ao mesmo tempo alegre do bairro fictício Vila Cambucá.O bairro cenográfico de Vila Cambucá se inspira em áreas reais da Zona Norte carioca, como Madureira e Cascadura. Casas com quintal, muros baixos e comércio movimentado preenchem a paisagem, trazendo um toque de familiaridade para quem conhece o Rio.O diretor de cenografia Keller Veiga destacou a importância de recriar um subúrbio acolhedor e convidativo, resgatando a imagem de um lugar de convivência. A ambientação inclui até mesmo detalhes como um coreto e o ponto final de ônibus, que ajudam a compor essa atmosfera.A novela também flerta com a estética pop dos anos 1980 e 1990. As cores, os objetos de cena e até os móveis remetem a uma nostalgia familiar.“A cultura pop dessas décadas é o grande lance da novela”, comentou Billy Castilho, ressaltando como o visual faz o público se identificar com elementos do passado. As ruas sinuosas e a presença de árvores e escadas adicionam profundidade ao cenário, contribuindo para um realismo que dialoga com as memórias do telespectador.A riqueza de detalhes na construção dos ambientes internos também impressiona. Casas de personagens como Seu Moreira (Tonico Pereira) trazem objetos acumulados ao longo do tempo, reforçando a autenticidade dos moradores.“Os itens do Pegue e Monte são diferenciados”, disse Gabriela Estrela, chefe da produção de arte, referindo-se ao empreendimento da personagem Madá, que desenvolve peças decorativas para festas. A novela integra tecnologia e tradição, misturando materiais artesanais com impressões 3D.A recriação de um subúrbio vibrante não ficaria completa sem o comércio local. Inspirado no Mercadão de Madureira, o bairro fictício de Vila Cambucá apresenta lojas, bares e até ambulantes que ocupam as calçadas, enriquecendo a ambientação.Para as cenas envolvendo a Viação Formosa, núcleo central da trama, a produção contou com ônibus reais, que circulam pelas ruas cenográficas.Com uma mistura entre o pop, o vintage e o realismo do subúrbio carioca, “Volta Por Cima” promete conquistar o público não apenas pela história envolvente, mas também pelo universo visual autêntico e cheio de personalidade.
