A Acadêmicos de Niterói terá a missão de abrir o Grupo Especial neste ano. A escola será a primeira a pisar na Avenida neste domingo, 15 de fevereiro, com o “esquenta” previsto para 21h45 e o desfile marcado para as 22h.Além disso, a agremiação aposta em um enredo de forte apelo popular: “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Assim, a escola promete uma narrativa que mistura memória, emoção e história recente do país.A trama começa no agreste de Pernambuco, em uma terra castigada pela seca, iluminada pela lua e embalada pelo rádio tocando Luiz Gonzaga. Ali, Dona Lindu criava seus filhos, entre eles o menino Luiz Inácio.Ele gostava de subir no pé de mulungu perto de casa para enxergar o mundo de cima e imaginar outro destino. Embora a infância fosse dura, com fome e falta de água, ainda existiam afeto, brincadeiras e esperança.Enquanto isso, o medo ganhava forma em histórias de assombração e bichos encantados, um jeito popular de explicar a dor e conviver com a morte sempre próxima.Quando a seca apertou, em 1952, Dona Lindu juntou os filhos e partiu rumo a São Paulo. Foram 13 dias e 13 noites em um pau de arara, até a cidade grande, que parecia promessa de futuro.No entanto, São Paulo mostrou desigualdades rapidamente. Lula começou a trabalhar cedo e, depois, formou-se no Senai, tornando-se torneiro mecânico. O macacão virou orgulho, símbolo de quem transformava ferro bruto em sustento.Ao mesmo tempo, o país vivia a ditadura, com sindicatos perseguidos e greves reprimidas. Mesmo assim, Lula entrou no movimento operário, encontrou sua voz e cresceu como liderança.Por fim, a Acadêmicos de Niterói leva para a Avenida essa trajetória: do menino do mulungu ao operário, do sindicalista ao presidente, em uma abertura que promete emocionar.