Aos 43 anos, ex-ator de Malhação diz não se identificar com comportamento masculino atual

Após anos longe das novelas, artista reflete sobre mudanças sociais, pressão estética entre homens e explica por que passou a se definir como “retrossexual”.

Aos 43 anos, um ex-rosto conhecido do público jovem voltou a chamar atenção nas redes sociais ao abrir uma reflexão pessoal sobre identidade masculina, comportamento e padrões contemporâneos. Longe da televisão diária, mas ativo na internet, o artista decidiu falar abertamente sobre algo que, segundo ele, vinha sendo observado há bastante tempo: a sensação de não se encaixar nas expectativas atuais sobre como os homens devem agir, se vestir e se posicionar.O debate ganhou força após uma série de vídeos publicados pelo ator, nos quais ele comenta mudanças culturais que percebeu ao longo dos últimos anos. Para ele, existe hoje uma pressão silenciosa para que todos sigam uma mesma estética e uma mesma forma de comportamento, especialmente impulsionada pelas redes sociais.Segundo o artista, o incômodo começou de maneira gradual. Ele explica que passou a notar padrões semelhantes entre diferentes grupos masculinos, principalmente ligados à aparência e ao estilo de vida. A repetição desses comportamentos foi o que despertou sua reflexão.“Hoje parece que existe uma pressão para seguir um tipo de comportamento que não representa todos os homens”, afirma. Ele destaca que não se trata apenas de moda ou estilo pessoal, mas de uma expectativa social mais ampla. “Eu comecei a perceber que havia quase uma obrigação de se adaptar a um padrão estético específico. Para mim, isso nunca fez sentido”, completa.O ator ressalta que sua análise não é uma crítica direta às escolhas individuais, mas sim uma observação sobre a uniformização de comportamentos. Na visão dele, a diversidade masculina deveria incluir diferentes formas de expressão, sem que uma única tendência seja tratada como regra.Ao refletir sobre o tema, o ex-integrante de Malhação passou a usar o termo “retrossexual” para definir sua própria postura. A expressão, segundo ele, representa homens que mantêm referências consideradas mais tradicionais de comportamento e identidade, sem aderir às tendências atuais apenas por pressão social.Ele acredita que as redes sociais tiveram papel central nessa transformação cultural. “A gente é bombardeado o tempo todo por referências que parecem ser o único caminho possível. É estética, linguagem, postura… tudo muito direcionado”, diz.Na avaliação do artista, o ambiente digital acabou acelerando mudanças e criando padrões rapidamente replicados. Para quem não se identifica com essas tendências, surge a sensação de deslocamento. “Eu só entendi que não precisava entrar nisso quando percebi que aquilo não era natural pra mim”, afirma.O responsável pelas declarações é Diogo Venturieri, conhecido do público por sua passagem em Malhação, produção que revelou diversos nomes da televisão brasileira. Hoje, aos 43 anos, ele se dedica à criação de conteúdo digital e utiliza as redes para discutir comportamento, autoestima e transformação pessoal.Venturieri afirma que sua decisão de falar sobre o assunto veio da vontade de ampliar o debate e mostrar que diferentes visões podem coexistir. Para ele, assumir publicamente sua posição foi também um exercício de autenticidade.“Não é sobre certo ou errado. É sobre entender quem você é e não sentir que precisa seguir algo só porque virou tendência”, conclui.A repercussão das declarações mostra que o tema ainda desperta curiosidade e identificação entre seguidores. Ao trazer a discussão para o centro das conversas online, o ex-ator reforça como questões de identidade, masculinidade e pertencimento continuam sendo pautas relevantes em diferentes gerações.

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